Power Bloggers: Facebook Ads e Nichos

Gravação de um Hangout privado dos Power Bloggers da Tribo, em que falamos de funis de marketing, lead magnets, e como fazer anúncios no Facebook adequados para nichos de mercado específicos, de forma a gerar mais contactos qualificados a baixo preço.

Fazemos isto através da continuação do acompanhamento dos negócios de alguns membros dos Power Bloggers, fazemos Perguntas e Respostas relativas a estes temas, e aplicados aos seus próprios negócios e nichos pessoais, para que produzam resultados cada vez melhores.

♦ Transcrição:

(Rui) – Ok, então vamos aproveitar para conversar um bocadinho Miguel, acerca do assunto que iniciamos ontem. Hoje vamos falar especificamente… Olha vamos fazer perguntas e respostas como fazemos sempre, mas vamos falar especificamente nos funis, ok? Agora estamos a tratar de gerar contactos.

E entretanto temos aqui uma entrada nova, a Bárbara. Olá Bárbara.

(Bárbara) – Olá, bom dia.

(Rui) – Olha podes pôr a câmara apontada para ti para nós te vermos?

(Bárbara) – Hm… Como é que eu faço isso?

(Rui) – Não te sei muito bem dizer. A câmara está a apontar para um sítio qualquer, que é muito por sinal, tem umas cores e tal.

(Bárbara) – Hm… Ok. Só um bocadinho, eu já volto.

(Rui) – São umas pastas… são umas pastas ou uns cadernos.

(Bárbara) – É mesmo. Ok.

(Rui) – Pronto está aí o teu filhote.

(Bárbara) – Está a trabalhar também. Deixa… vou ver se descubro como é que isto se faz, só um momento.

(Rui) – Ok, ok… Eu acho que tens… tu estás a usar um portátil, não é?

(Bárbara) – Sim. (Rui) – E estás com a câmara de trás, ele tem uma câmara da frente também. Portanto, deves estar a ver… deve ser uma câmara de trás. Ok, então tens duas câmaras no te portátil. Ok, entretanto tinhas dito…

(Bárbara) – Sim. Eu já vou tentar… Eu já pedi ao João para vir aqui.

(Rui) – Ok, ok… Ok. Depois quando tu estiveres aí a postos vamos conversar um bocadinho.

(Bárbara) – Está bem.

(Rui) – Ok. Então Miguel, em relação à conversa que nós tivemos ontem por causa das ofertas. Estás me a ouvir?

(Miguel) – Estou, estou.

(Rui) – Tudo operacional? Em relação às ofertas… o que nós fizemos ontem em relação às ofertas e a gerar contactos, e isso tudo… houve algum progresso desde ontem, que queiras comentar?

(Miguel) – Não, desde de ontem não houve progresso nenhum. Fiquei a precisar de aprofundar um bocado, como ontem falámos, não é?

Tenho dois negócios. Para um dos negócios, que é o negócio do Yoga, está muito claro que, e isto é uma coisa que pode ser interessante para quem – estou a pensar também – para quem tem empresas e que tem vários produtos ou vários serviços.

No caso do yoga, como é uma coisa específico – e para mim já está claro que podemos ter muitos nichos – dentro do yoga podemos ter muitos nichos, podemos ter os alunos que nunca praticaram, os que já praticaram e pararam, os que estão a praticar noutro centro… podemos ter uma série de sub-nichos. Para mim ficou claro, e este é um trabalho que eu nunca tinha feito e estou muito curioso para ver o resultado já agora com este trabalho. Um trabalho que nunca tinha feito que era ser tão preciso na clarificação do avatar, do público alvo, nicho. E no que toca ao negócio do yoga, para mim ficou ontem muito claro que eu preciso de especificar que vou trabalhar um nicho de alunos que… potenciais alunos que ainda não praticam. Ponto.

Depois numa segunda fase farei, e estes vídeos que eu fiz como magnet, para pôr como oferta, servem exactamente para esse nicho de pessoas que ainda não praticam. Depois irei trabalhar o nicho das pessoas que já praticam há algum tempo, noutro espaço, e atrai-las para o meu. Essa parte está clara, está resolvida.

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O que eu estou neste momento a trabalhar é a componente da imagem associada a isto. E ontem já avançámos, só que como estamos a trabalhar duas frentes, que é imagem online, a parte de marketing online, mas também a parte do marketing físico, pessoal… estamos a fazer obras também no espaço. Portanto em termos de marketing digital, aqui, e Internet marketing de atracão, a parte do yoga está muito clara. Afunilei. E ontem a conclusão foi afunilar mais ainda, especificar mais ainda em termos de alunos.

Ficou… só ainda não ficou muito claro para mim – e conversar contigo é sempre bom, porque ajuda a clarificar – quanto ao negócio das terapias alternativas, porque existem muitas áreas e, apesar de serem muitas áreas de intervenção, serão no grosso, 7/8 grandes áreas, nós ontem falamos que pois poderei ter um funil para cada uma das áreas.

Mas antes disso temos uma coisa genérica e… Depois da nossa conversa de ontem, continuei… fiquei com a sensação que, mesmo assim, os vídeos que eu tenho são excessivamente… não é excessivamente genéricos, são… acho que não são suficientemente atrativos para definir, ou para ser, para fazer, cumprir a função que é levar alguém a pôr lá o email só porque quer receber aquele bónus, e a sensação que me fica é que  poderia ser mais interessante se eu fizesse um magnet, um lead magnet composto entre a série de vídeos e algo mais, mas que fosse genérico para as terapias todas, porque eu não posso estar a falar… a oferecer algo sobre massagens, ou oferecer algo sobre reflexologia, ou acupuntura, ou osteopatia, ou mesoterapia, ou terapia quântica. Quer dizer, porque são nichos muito específicos.

A minha questão é eu posso trabalhar cada um dos nichos, cada uma das áreas, mas se eu for trabalhar ”cada uma das áreas”, entre aspas, nunca mais daqui saio. Quer dizer posso obviamente fazer isso, é o caminho, mas eu gostava mais de trabalhar uma coisa genérica… a forma como eu imagino é ter um lead magnet genérico, mas um bocadinho melhor do que eu tenho. Se calhar uma série de vídeos e um ebook, um PDF qualquer que eu ainda… isso é que eu ainda não consegui perceber o que é que deve ser. E depois ao longo… a partir do momento em que o contacto está capturado, eu vou enviar emails com conteúdos que estão no blog das várias terapias. Isso para mim já é relativamente simples. Quer dizer, tenho trabalho a produzir, mas é uma coisa que se vai fazendo com o tempo. Para mim parece-me mais interessante isto. Ou seja, tenho um lead magnet genérico, complemento o lead magnet com um ebook, que eu ainda não consegui perceber o que é que deve ser. Estou com alguma dificuldade…

(Rui) – Espera aí um bocadinho. Desculpa lá vou interromper um bocadinho. Eu penso que tu estás num ponto agora de inércia, ok? Um ponto de inércia é um ponto que a gente está…

Começamos a fazer o trabalho, mas depois a mente expandiu e percebemos que podemos fazer muito melhor do que estamos a fazer agora. E isso bloqueia a acção.

Se estiverem 5 sapos na beira de um charco e um deles decidir saltar para a água, quantos sapos ficam na beira do charco_ Cinco. Porque o sapo DECIDIU mas não AGIU. - BlogDeRuiGabriel.com

É aquela situação em que a pessoa diz assim: “Epá eu quero atingir este objetivo” e depois quando começa a fazer parece que o objetivo é tão grande, revela-se tão grande, que a pessoa acaba por desistir daquilo que fez, porque já não sabe o que fazer, fica desorientado por muitas opções, tem muita coisa.

Agora estás num ponto de inércia, ok? Não faz mal nenhum estares nesse ponto, está fantástico.

Agora, como resolver isso é muito simples, ok?

Segues o teu plano inicial. Segue o teu plano inicial, ou seja, o que tu já tens, usa como está. Não ponhas mais nada, tal e qual como está, e começas assim. Começas a pôr isso, a gerar contactos dessa forma. E imagina que estás a fazer… fazes num formato de vídeos, não é? Então o que vais chamar a esse conjunto de vídeos: não sei… “Terapias Alternativas para Tótós”, ok? Imagina… E então… O que for… Primeira Edição, ok? Não precisas de pôr “Primeira Edição”, pões só: “Terapias Alternativas para Tótós”.

Mas entretanto, com a experiência, com a prática, daqui por, sei lá, 1 semana, 2, 3, 4… tu vais esclarecer as tuas ideias e vais fazer intervenções nesse conteúdo, o que tu quiseres, porque vais melhorando, vais esclarecer, vais ficar com as ideias mais claras. E então fazes a edição número 2, não tem mal nenhum e só tens que substituir, o funil fica todo igual, só se calhar pões “Segunda Edição” no pacote, na imagem, no que for. E continuas o trabalho, daí por mais 3 ou 4 meses, esclareces melhor as ideias: “Epá afinal posso fazer diferente” e fazes uma terceira edição, estás a ver?

Dessa forma não estás inerte à espera de teres a solução perfeita.

Então começas como está e vais evoluindo, ok? Fazendo… acrescentando ou modificando aquilo que achares que tens que modificar, ok? É um erro muito, muito comum a gente ficar bloqueados por ter múltiplas opções. Às vezes é falta de ideia. Quando é falta de ideia a gente bloqueia, não sabe o que fazer. Mas não é menos grave, ou não é menos chato, a gente estar bloqueado porque a gente tem muitas ideias, estás a ver? É igual, é a mesma coisa.

(Miguel) – Eu acho que há aqui uma coisa, um aspeto interessante, que… eu penso que estou provavelmente aqui também com um outro bloqueio. Isto estou eu a fazer auto-análise que é: refletir sobre a estratégia e produzir conteúdos, e produzir vídeos é a minha praia. Montar o funil não é a minha praia e provavelmente o meu subconsciente a dizer: “Pronto mantém-te lá na tua praia” e isso é um bom argumento para tu fugires de não queres fazeres aquilo que queres fazer.

(Rui) – Nem mais! Ok? Disseste tudo. É exatamente isso. E pronto, acho que estamos conversados para já.

Quero dar as boas-vindas à Bárbara. Olá Bárbara. Deixa-me consertar melhor aqui a câmara. Olha não te estou a ouvir, tens que ligar o microfone, ok? Liga o… Tens o microfone desligado? Ou está ligado? Bárbara?

(Bárbara) – Olá, olá bom dia…

(Rui) Agora, sim…

(Bárbara) – Bom dia a todos.

(Rui) – Então diz-me lá: Tu moras onde? E o que é que estás aqui a fazer? Como é que vieste aqui parar?

(Bárbara) – Eu moro em Lease no Reino Unido, perto de Londres. Onde a rainha tem um castelo.

(Rui) – Ah! Boa, boa…

(Bárbara) – E vim aqui parar, porque eu já tinha começado em 2013, mas depois desisti e comecei a fazer outras empresas de network marketing, e cheguei à conclusão que precisava de fazer as coisas online, precisava de leads. E então contactei novamente o Carlos e comecei a fazer a Empower Network outra vez.

(Rui) – Muito bom, muito bom.

(Bárbara) – Agora com um mindset diferente, porque entretanto já aprendi muito. E pronto. Também estou no ponto de inércia.

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(Rui) – Mas isso já falámos antes, já conversámos no Skype. Nunca te tinha visto, ok? Assim como estamos agora, assim ao vivo. Ok, muito bom.

Olha, então vou te dizer muito rapidamente o que é nós fazemos aqui:

Nós aqui tratamos de usar o blog como centro do negócio. Não é para toda a gente que nós estamos aqui. É só para pessoas que gostam e querem usar o blog, gostam de escrever, ou que sentem que querem comunicar de alguma forma… não tem que ser pela escrita, pode ser por vídeo ou pode ser por áudios, ou pode ser por sinais de fumo, ok? Pode ser qualquer coisa, mas desde que pretenda comunicar com o mercado, dar valor ao mercado e atrair leads e fazer vendas.

Basicamente é marketing de atração que a gente trabalha, não é? E então o modelo que nós seguimos é um modelo baseado no blog, portanto baseado em conteúdos do blog.

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Eu não sei se tu estás habituada a escrever no blog, ou a escrever, ou se gostas de escrever. Gostas de escrever? É uma coisa que te faz sentir bem?

(Bárbara) – Ham… Nem por isso…

(Rui) – E de ler? Gostas de ler?

(Bárbara) – Mas eu quero fazer, quero aprender e é isso que eu quero fazer.

(Rui) – Ok, e gostas de ler? Tens hábitos de leitura?

(Bárbara) – Sim, sim leio bastante.

(Rui) – Ok. Então, se gostas de ler também gostas de escrever, ok? Não é possível ter uma coisa sem a outra, ok? Ou seja, se o teu cérebro está cheio de palavras escritas que tu lês, também está cheio de palavras escritas para pôr no blog. É a mesma coisa, ok? O input e o output é semelhante, não é?

(Bárbara) – Quando escrevo, depois no final até gosto do que escrevi. O pior é começar, é começar a sair, a escrever qualquer coisa…

(Rui) – Aqui falamos… E olha curiosamente não falámos ainda disso, ok? Já temos não sei… mas 10 horas de vídeos nos hangouts, mas ainda não falámos desse assunto… E pronto ainda temos muito para fazer. Muitos vídeos para produzir.

Ok então Bárbara é o seguinte: Temos um modelo, um formato, ok? Que nós estamos a seguir que testei eu, e fiz, e durante mais de um ano andei a fazer experiências com isso, a ver como é que funcionava melhor e cheguei a algumas conclusões e é o que fazemos agora aqui.

Há um artigo no meu blog, se quiseres tomar nota, ali tem no geral como é que o blog tem que estar estruturado para gerar contactos e para envolver pessoas, ok? Gerar contactos é uma forma de envolvimento das pessoas, não é? A pessoa deixa o email, está-se a envolver, mas não é a única. Para gerar comentários, para gerar cliques, para a pessoa clicar em coisas, não é? Tudo isso é envolvimento da audiência. E então nesse artigo… tu podes pesquisar, o título é um bocadinho longo, chama-se “Como criar um negócio…” olha não sei de cor… Olha pesquisa no Google… Pesquisa no Google: “Negócio próprio sem experiência” uma coisa assim. Acho que é “negócio sem experiência” ou “abrir um negócio sem experiência” uma coisa assim. Ele aparece quase logo, está lá nos primeiros… nos primeiros lugares, ok?

Pronto, então aí tens um guia, é um artigo um bocadinho longo, é bastante genérico e serve para qualquer negócio, para qualquer pessoa, mas é bastante específico no que diz respeito à estrutura do blog, como é que o blog tem que estar estruturado, o que é que tem de estar onde.

Isto tem que estar aqui, aquilo tem que estar acolá, aquilo tem que estar acolá, aquilo tem que estar acolá… E esse artigo todo é uma boa introdução aquilo que nós fazemos aqui, ok? Mesmo em termos dos conteúdos, como é que eles devem… como é que eles estão estruturados, como é que estão organizados, estás a ver? Portanto lê esse artigo, estuda-o e otimiza o teu blog dessa forma.

(Bárbara) – Ok, obrigado.

(Rui) – Ok? Essa é a tua primeira tarefa, entretanto muito do que nós vamos aqui dizer se calhar passa-te ao lado, porque pode ser um bocado avançado, podes não entender ainda mas não faz mal. Ou até podes entender, não é?

Nós fazemos este trabalho, estamos a construir este trabalho aqui, no que decidimos chamar Power Blogging. E então, nós estamos a construir isto em níveis, ok? As pessoas estão no nível 1, no nível 2, nível 3, nível 4, nível 5, nível 6… Ok? Eu estou a estruturar isso tudo para termos conteúdos específicos para cada nível, para cada pessoa saber em que nível é que está e quando nós damos uma formação, temos uma reunião, ou falamos de um assunto, a pessoa saber se isso está ao nível dela ou não.

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Porque às vezes a pessoa ouve uma coisa que nunca tinha ouvido falar, entra em pânico: “E eu não sei aquilo.” Ok? Claro que não sabe, está no nível 2 e aquilo é do nível 10. Portanto não tem problema nenhum, passas para o 3, para o 4, para o 5 e vais chegar ao 10 e vais entender aquilo, estás a ver? Portanto é só para a gente perceber que as pessoas não estão todas no mesmo nível, pessoas que estão cá há mais tempo, pessoas que estão há menos, pessoas como principiantes, pessoas que têm experiência prévia, outros não têm, não é? Então não estão todos no mesmo nível. E aqui quando damos uma formação estamos a dar para todos e é comum a pessoa está a ouvir uma coisa e pensar: “Epá eu não percebo nada disto.” Ok? “Isto não é para mim. Isto está longe dos meus horizontes que eu não percebo sequer o que eles estão para ali a falar, ou então percebo, mas eu sei tão pouco, porque eu nunca vou conseguir fazer aquilo.” Ok? Isto é um efeito perverso que tem o facto de nós darmos formação, não é? E ensinarmos coisas a muita gente ao mesmo tempo. Por isso é importante a gente saber que a pessoa não sabe agora, mas vai saber daqui a algum tempo.

(Bárbara) – Estuda e…

(Rui) – E para tu ficares descansada, este modelo está feito para a tua curva de aprendizagem ser 30 dias, ou seja, num mês ficas a dominar a máquina.Junta-te à Tribo - Compra o Kalatú(Bárbara) – Ok.

(Rui) – Do zero até ao nível que for. É muito rápido, e é muito rápido porque não há nada difícil.  É um trabalho intenso, mas não é difícil, ok? Qualquer pessoa pode evoluir num mês, chegar ao ponto em que qualquer pessoa, que aqui está, está, não é? Portanto é muito rápido, é muito rápido.

E depois claro, depois de chegar a esse patamar de entender as coisas, ter a estrutura, depois é melhorar. A melhoria nunca pára, ok? Nunca acaba, estamos sempre a melhorar, não é? Mas a partir daí já não há conversas que não entendas, estás a ver? Falamos de uma coisa que tu já sabes o que estamos a falar, já estás dentro da linguagem, já estás dentro dos conceitos, estás a ver? Portanto esta é a ideia.

(Bárbara) – Então o artigo vai-me dizer por onde é que devo de começar?

(Rui) – Sim, sim. O artigo vai-te dizer. Aliás lês o artigo e se tiveres alguma questão perguntas no grupo do Skype, ok?

(Bárbara) – Ok.

(Rui) – Mas eu penso que está bastante claro em relação a como é que tens que estruturar o blog, a mecânica, ok? Isso é a primeira parte. Mas o artigo todo fala disso, mas também fala de conteúdo, ok? Como criar o conteúdo, como estruturá-lo como fazer… Não é específico para nada, ok? Qualquer pessoa pode ler aquilo e pode fazer o que quiser. E depois nós aqui no grupo, então vamos aprofundando melhor aqui o ponto de vista de cada um e ajudar melhor cada pessoa a pôr aquilo em acção. Ok?

(Bárbara) – Ok, obrigada.

(Rui) – Estás aqui, estás muito bem. Fazemos este hangout todos os dias às 11, às vezes fazemos 2 no mesmo dia, porque há muita coisa para dizer. Quando puderes estar, está. Quando não poderes estar, não tem problema nenhum, tens o link para veres as gravações, não é? E portanto quando poderes vai lá. Quanto menos oportunidades perderes, melhor. E quanto mais rápido fizeres o trabalho, mais avanças, ok? Ninguém tem pressa, eu não tenho pressa nenhuma, ok? E portanto, a pressa se houver é da tua parte em fazeres as coisas rápido, ok? Nós estamos todos à vontade, ok? Está bom?

(Bárbara) – Está bom, obrigada.

(Rui) – Ok, então bem-vinda e entretanto se tiveres alguma questão, coloca, está bem?

(Bárbara) – Está bem. Eu tenho já uma.

(Rui) – Podes perguntar.

(Bárbara) – Eu estava a ver um vídeo e falas que nós podemos pôr letras gordas, a tag h3, e não sei o que é que são os tags h1, h2 e h3.

(Rui) – Eu chamo “tags”, na realidade, quer dizer, isso é uma linguagem um bocado específica de HTML, não é? Mas são os parágrafos. Quando tens o editor, quando estás a escrever, tens na barra do editor uma coisa que diz “parágrafo”, tem “dropdown”, e tu aí podes escolher diferentes tipos de títulos… são headings, ok? Heading 1, heading 2 e heading 3, estás a ver?

(Bárbara) – Ah ok, o “h” é heading. Ok.

(Rui) – São os heading, sim. Eu habituei-me a dizer tags, porque em HTML tags são qualquer coisa que começa por um sinal menor (<) e um sinal maior (>). e termina assim. Há muitos anos atrás aprendi um bocadinho sobre isso, ok? Então é só um hábito meu. Realmente são headings, ok? São os headings.

(Bárbara) – Ok, já sei.

(Rui) – Ok.

(Bárbara) – Pronto, obrigada.

(Rui) – No meu caso, nós idealmente deveríamos de pôr no artigo todos os headings, ok? Heading 1, 2 e 3. A minha opção de pôr o heading 3 nos meus artigos tem só a haver com a estética, porque o tema põe o heading 1 e o heading 2 muito grande, e eu não gosto daquilo, ok? Já falei com a malta, lá com os programadores, aquilo é um exagero, não se pode escrever num artigo assim, para eles porem – tem que ser eles a fazer isso, não é? – para eles porem os headings mais pequenos. Tornam-se inúteis, mas ainda não tive resposta, ok? Portanto não há stress, vou usando assim e não tem problema. Mais alguma questão?

(Bárbara) – Não, para já é só. Obrigado.

(Rui) – Ok. Bom dia Milú, estás boa? Tu deves estar, mas eu não te estou a ouvir. Não, estás sem som, estás sem som.

(Milú) – E agora? Estás me a ouvir?

(Rui) – Agora sim, agora sim.

(Milú) – Olá…

(Rui) – Tive saudades tuas. Só tenho falado com o António.

(Milú) – É isso. E ele também está aqui, só foi ali levar a cadela e já vem. Está bem?

(Rui) – Ok, muito bom. Tens alguma questão que queiras colocar?

(Milú) – Neste momento não.

(Rui) – Não?

(Milú) – Não, não… Estou à espera da tua informação, Rui.

(Rui) – Ok, estás em modo de receber. Ouve… Tu estás a… Modo de receber é porreiro, ok? Tens que claro, penso eu também, estás a pôr tudo em acção, não é?

(Milú) – Estou, claro.

(Rui) – Aquilo que a gente está a falar, ok?

(Milú) – Ontem colocámos dois anúncios a rodar.

(Rui) – Sim?

(Milú) – Colocámos ontem à tarde e pelo menos parece que estava a rodar bem. Um estava com 2 cêntimos e outro 8 cêntimos, agora vou ver hoje como é que eles estão.

(Rui) – Isso é importante, o que tu estás a dizer agora é importante. Faz o seguinte: partilha o ecrã e mostra o editor de anúncios com esses anúncios, ok? Faz isso agora, porque tu é que sabes fazer isso, ok?

(Milú) – Ok, espera aí.

(Rui) – Partilha o ecrã. Já partilhaste o ecrã alguma vez, não já, Milú?

(Milú) – Já. Já estás a ver, não já? Ou não?

(Rui) – Não, não. Tens que iniciar a partilha.

(Milú) – Então, espera aí.

(Rui) – Tem aí um botão que diz iniciar partilha. Ok. Hey, está bom. Já vi que estás a partilhar. Ok, então vai lá ao gestor de anúncios, num instante.

(Milú) – Estás a ver não estás, Rui?

(Rui) – Estou, estou, estou… Estamos a ver. Abre outro separador com a tua página de fãs, onde tens os anúncios publicados, ok? Não, não. Não é aí, não é aí. Deixa estar assim, não é preciso mais nada. Não, deixa estar como está, ok? Aí sim, deixa estar aí. Abre é outro separador a mostrar onde tens os anúncios publicados. É, a mostrar aí a página de fãs. Portanto esse gestor de anúncios deixa estar aí, já vamos aí ver.

(Milú) – Espera aí. Como é que… como é que eu faço… vou dar aqui à… nas…

(Rui) – Não assim, deixa estar… Abre é noutro separador, sim. Abre um noutro separador, que agora estás a abrir no mesmo, estás a ver?

(Milú) – Ah pois estou a abrir no mesmo, pois estou, pois estou…

(Rui) – Ok, volta para trás onde estavas. E noutro separador ligaste ao Facebook, noutro separador vais ao… É exatamente, clicas nesse e abres o Facebook aí.

(Milú) – Exato.

(Rui) – Olha, ó Milú, escreve o endereço lá em cima na barra de endereços, não escrevas aí.

(Milú) – Ah, não escrevo aqui.

(Rui) – Habitua-te a escrever os endereços lá em cima na barra de endereços, invés de ser na pesquisa. Um dia qualquer aparece-te um URL para tu ires e se não estiver registado no Google, não o vês, não consegues sequer entrar. Ok, vá… Agora vai à página de fãs.

(Milú) – Está lento.

(Rui) – É porque está a partilhar o ecrã, isso fica sempre mais lento. Ok. Está bom, está bom.

(Milú) – Queres que vá para o… para o…

(Rui) – Faz outra coisa ainda, faz outra coisa: abre outro separador…

(Milú) – Sim…

(Rui) – Com o teu perfil do Facebook. Ok, aí… Exatamente, a ver o teu perfil. Ok, então olha, vamos começar por aqui, ok?

(Milú) – Está bem, sim…

(Rui) – É assim, tu tens aí 1,397 amigos, ok? Está bom, és uma pessoa popular. O teu objetivo é ter 5000 amigos, ok?

(Milú) – Pois..

(Rui) – Vou te dizer como é que tu fazes isso. Porque é que é importante ter 5000 amigos? Porquê?

Quando tu tens 5000 amigos, o Facebook não te deixa ter mais, não é? Não tem problema nenhum. Quando tu tens 5000 amigos… Eu tenho 5000 amigos, eu faço questão de estar sempre nos 5000, todos os dias 1 ou 2 deixam de ser meus amigos, ok? Mas eu tenho lá talvez uns 300 pedidos de amizade, e então o que é que eu faço? Todos os dias eu vou repor os amigos que saírem, para ficar sempre nos 5000. Por uma razão, por uma razão. Porque quando tu tens 5000 amigos e alguém te adiciona como amigo, o Facebook diz assim: “Esta pessoa não pode aceitar o teu pedido de amizade, mas vais começar a segui-la.” Do ponto de vista, em que ele vê todas as tuas publicações. Então aumentas muito o teu tráfego orgânico, estás a ver? Estás a ver a ideia?

Pronto, agora como é que tu passas de 1397 para 5000? Vou-te dizer: procuras no Facebook… escreve aí o que te vou dizer… Procuras no Facebook por interesses, pessoas que têm a haver com o teu nicho.

(Milú) – Procuro no Facebook por interesses, não é?

(Rui) – Sim, por interesses, por grupos, por páginas de fãs, estás a ver? Que têm a haver com o teu nicho, ou com os teus nichos, não é? Então eu imagino o teu nicho, tu falas, tu trabalhas com a Internet, Internet Marketing, gostas de fotografia e gostas de cosmética, não é?

(Milú) – Sim.

(Rui) – Então procuras pessoas destas coisas e depois começas a adicioná-los como amigos, 5 ou 6 por dia. num dia 10, noutro dia 4, noutro dia 5, noutro dia 7… Ok? E fazes isto todos os dias, põe isto na tua rotina, ok? Se adicionares muitas pessoas de uma vez, o Facebook bloqueia-te e não te deixa adicionar mais, ok?

(Milú) – Está bom…

(Rui) – Não tem problema nenhum, não fazes isso. Adicionas pouquinho, se receberes um aviso do Facebook ficas uns dias sem adicionar ninguém, ok?

(Milú) – Olha, ó Rui, diz-me uma coisa: eu para procurar por interesses, eu vou lá àquela barra lá e cima, e coloco o quê? Internet marketing?

(Rui) – Sim, os interesses, o Internet marketing, marketing de rede, fotografia, cosmética, o que quiseres…

(Milú) – Aparecem as pessoas, exato, e eu vou adicionando…

(Rui) – Não, depois aparecem grupos, aparecem pessoas, e páginas, ok? Se tu fores aos grupos, tens lá milhões de pessoas, se fores às páginas tens montes de fãs nas páginas, estás a ver?

(Milú) – Pois… Exato.

(Rui) – É uma boa forma de tu encontrares pessoas do teu nicho, porque eles já se estão ali nos grupos é mais difícil ,porque há pessoas que criam grupos e depois põe se a adicionar gente há pazada.

(Milú) – Sim, claro.

(Rui) – Ok, não é a própria pessoa a fazer algum Like aquele grupo, então podes estar a encontrar pessoas que não têm nada a haver com aquilo, não é? Por isso as páginas de fãs é mais fácil Em todo caso, quando vais para adicionar uma pessoa, primeiro clicas no perfil dela e vês quem é que ela é.

(Milú) – Claro. Pois, porque nós temos muitas pessoas a pedir amizade, mas eu tenho muito receio, porque às vezes… não interessam.

(Rui) – Olha, espera só um bocadinho, está bem? Espera só um bocadinho… Desculpa lá, Milú, tive que ir ali…

(Milú) – Não faz mal.

(Rui) – Pronto, então…

(Milú) – Estava eu a dizer Rui que nós temos sempre muitos pedidos de amizade, não é? Só que muitos deles não interessam, porque não interessam para nada, não é?

(Rui) – Olha, o telefone. Espera aí um bocadinho, espera só um bocadinho, está bem?

(Milú) – Está bem, está bem…

(Rui) – Já estou aqui. Ok, tinha aqui uma chamada telefónica, já está. Ora, e então estávamos a falar de teres muitos pedidos de amizade, é muito fácil veres quem são as pessoas. E tu vês se te interessam ou não.

(Milú) – Claro…

(Rui) – Portanto, se forem do teu nicho interessam-te, se não forem do teu nicho não interessam. Estás a ver? E pronto, e é assim. Para o Facebook não faz diferença, por exemplo, tu estares a adicionar pessoas ou estares a aceitar pedidos, por exemplo: se começares a aceitar 30 pedidos por dia, ele bloqueia-te imediatamente da mesma maneira, ok? É igual, ok? É isso.

Então esta fase é importante, teres amigos no teu perfil, no teu nicho, o Facebook privilegia mais, ou seja, mostra mais os conteúdos aos teus amigos do que aos teus fãs, estás a ver?

Mas muito mais, muito mais. Então ele pressupõem que uma página de fãs tem um assunto independente do teu perfil. O Facebook privilegia o perfil da pessoa, mais do que a página de fãs.

Então se tiveres amigos no teu perfil que tem haver com o teu nicho, acontece uma coisa interessante, tu publicas alguma coisa na tua página de fãs e partilhas no teu nicho, e tens muitos amigos, o Facebook mostra o teu conteúdo a muita gente, muito mais do que mostra só na página de fãs.

(Milú) – Hm, hm… Claro.

(Rui) – Estás a ver? Então por isso, interessa-te teres muitos amigos do teu nicho. Isso é o primeiro passo, o primeiro ponto, ok? Põe isso nas tuas tarefas diárias, na tua rotina, todos os dias procurar 7, 10, 12 amigos para adicionar do teu nicho, ok?

(Milú) – Ok, já pus.

(Rui) – Agora passa para o gestor de anúncios, o gestor de anúncios. Ok, agora vamos personalizar o gestor de anúncios, ok?

O gestor de anúncios tem informação que não interessa, e tem outra que interessa. Exatamente aí, onde diz ”desempenho”, vai abaixo e põe “personalizar colunas”. Isso. Ok, então vamos pôr aí a informação que interessa, ok? Então vamos ver… vou-te dizer o que é que interessa. Eu acho que tudo é interessante, mas o que é realmente interessante é, vais por aí abaixo, ”resultados” está ok, ”taxa de resultados”, ”frequência”… tem calma. Vai devagarinho, vai devagarinho, vai devagarinho… Ali, onde diz “classificação da relevância”, põe. Ali… espera, espera… vai para baixo, “custo” também está bem, “custo por mil pessoas alcançadas”… “custo por mil pessoas alcançadas”, sim… ”montante gasto hoje”, sim… Vai mais para baixo… Ok, alto! Alto, alto, alto… Ora “gostos”, “interação”… “cliques para o site”! “Cliques para o site”.

(Milú) – Não estou a ver… Ah, já está bem.

(Rui) – Ok, e “aplicar”.

(Milú) – Atualizar?

(Rui) – Sim, sim, mas ainda há aí mais alguns que dão jeito, ok? Então depois a gente vê. Agora aí… Espera lá, espera lá… Ali onde diz… Abre outra vez, faz editar…

(Milú) – Abro aqui?

(Rui) – Sim, sim, sim. Eu esqueci-me de uma coisa. “Personalizar colunas”, “personalizar…”… Não, não… Não é isso, não, não é isso…

(Milú) – Ah, ok…

(Rui) – Vai aí a ”personalizar colunas”. Ok, vai por aí abaixo, porque devíamos ter guardado como predefinição e pôr um nome.

(Milú) Ah, ah, já não tem os asteriscos outra vez.

(Rui) – Sim, sim, por isso tens de fazer outra vez, porque não guardamos.

(Milú) – Portanto, é na (…)

(Rui) – Isso é importante… Mais para cima, esqueceste-te lá de uma coisa. Espera lá. Então onde é que é…? Não, é mais para baixo. É mais para baixo. ”Montante gasto hoje”…

(Milú) – Pois é isso.

(Rui) – Sim… Mais para baixo. Mais… ”Cliques para o site”, okay?

(Milú) – Exato.

(Rui) – Aaaa… um bocadinho mais para baixo… Espera aí, um bocadinho mais para baixo… Mais… Espera aí. Oi, espera aí. ”Custo por clique no site”.

(Milú) – ”Custo por Clique no Site”…

(Rui) – Okay. Agora ali em baixo… deixa estar isso como está… agora em baixo põe ”Guardar como predefinição”. Em baixo, do lado esquerdo. Nessa janela, nessa janela. Ao lado dos botões para clicar, no lado esquerdo, tens lá ”Guardar como predefinição”.

(Milú) – Ah! Está bem, é ali.

(Rui) – Agora dá um nome a isso. Por exemplo, põe o teu nome ‘Milú’, porque é a tua predefinição. Depois ”Aplicar”. E pronto.

(Milú) – ”Aplicar”

(Rui) – ”Aplicar”. Pronto, agora sempre que tu quiseres ver isto desta forma tu vens aí e vês. Okay?

(Milú) – Okay. Okay, sim.

(Rui) – Agora repara numa coisa, repara numa coisa. Arrasta um bocadinho mais para o lado direito para a gente ver as colunas todas. É. Isso! Okay, okay, okay. Então, se tu reparares, tens aí 2 tipos de de custos. Tens ali… a primeira coluna diz “Custo” e o montante, estás a ver?

(Milú) – Sim.

(Rui) – Passa com o rato aí por cima do ”(i)”… vês aí? Olha pagaste por cada ação, okay? Isso significa quando tu pagas por cada coisa que as pessoas fazem . Um gosto, uma partilha, um clique… está tudo aí. Okay?

Mas o que interessa não é esse custo, é o outro custo ao lado que diz ”Custo por Clique para o Site”. Isso é que diz quanto é que custa um visitante no teu blog.

(Milú) – Hum.

(Rui) – Estás a ver? Ás vezes, normalmente, esses valores não são iguais. Esse é mais caro do que o outro. Neste caso, se tu reparares, a média…

(Milú) – Pois é.

(Rui) – Tens aí a lista das médias, estás a ver? A linha de baixo. Tens, no ”Custo por Interação” tens 5 cêntimos. No ”Custo por Clique para o Site” tens 7. Estás a ver?

(Milú) – Ah… Aaahh!

(António) – Nas duas campanhas.

(Milú) – Nas duas campanhas.

(Rui) – Neste caso tens nas duas campanhas. Exatamente. A média das duas campanhas. Se tu reparares, eles dão o mesmo valor. 4 cêntimos, 4 cêntimos, 11 cêntimos, 11 cêntimos. Estás a ver?

(Milú) – Pois são.

(Rui) – Pois. Isso são os arredondamentos. Por exemplo, o ”Custo para o Site” é capaz de estar por exemplo, a 3.9, e já é 4. E o ”Custo por Interação” pode estar a 3.5, que também é 4.

(Milú) – Okay

(António) – É arredondado.

(Milú) – Ele arredonda, não é?

(Rui) – E no fim, a média é completamente diferente. Estás a ver?

(Milú) – Claro, claro. Exato. Exato.

(Rui) – Pronto. O que vos interessa é isso aí. Neste caso, tu geraste 16 cliques para o teu site. Estás a ver?

(Milú) – Hum hum.

(Rui) – Agora faz aí a conta… estás a ver, a média dá 7 cêntimos.

(António) – Hum hum

(Rui) – Mas faz aí uma conta na calculadora, e divide 97 cêntimos, que foi o quanto tu gastaste, por 16 cliques.

(Milú) – 97 cêntimos…

(Rui) – Faz tu a conta. Faz a conta.

(Milú) – Ora, 97 cêntimos a dividir por 16…

(Rui) – É 0…

(Milú) – 0,97… 0,06…

(Rui) – A dividir por 16! Isso. Okay? Espera lá. Pára aí. Okay. Então, estás a ver, ele diz que dá 7 cêntimos, na realidade dá 6… 6 cêntimos, estás a ver?

(Milú) – Hum hum.

(Rui) – O que é que interessa aí… Tem haver com os arredondamentos e com a forma como o Facebook está a fazer as contas. São valores muito baixos ainda, e ele não está a fazer as contas ainda corretamente. Okay? Por isso é que eu disse para fazeres a conta à mão. Não é exatamente igual. Estás a ver?

(Milú) – Aqui na coluna dos resultados tenho 19, na outra tenho 16. A diferença é dos cliques, portanto, quer dizer que quem entrou verdadeiramente no blog foram 16, certo?

(Rui) – Exatamente. Os outros 3 foram Likes ou foram partilhas.

(Milú) – Ah, pois. Não chegaram a ir ao blog, não é?

(Rui) – Isso é bom. Só que, para mim, são efeitos secundários. São coisas boas nós… eu não pago para isso. Eu pago porque preciso de gerar cliques para o site. Tudo o resto, as partilhas, os comentários, e tudo, é tudo um bónus, é tudo um extra. Okay?

(António e Milú) – Okay

(Rui) – Okay? Pronto. E com esse dinheiro chegaste a 1000 pessoas. Estás a ver? 1006 pessoas.

(Milú) – Eu só estou a pôr 1 euro por dia.

(Rui) – Está bem. Está bem. Não, está bom, está bom. Então, agora faz aí outra conta okay?

(Milú) – Sim.

(Rui) – Tens ali, ora, o montante… gastaste… Aí, espera lá. Aquela campanha, a primeira campanha, ”Interação com a Publicação”… Quando crias o anúncio tu podes editar o nome do anúncio para tu, aqui, conseguires ver a diferença. Tu não sabes qual é neste caso, têm os 2 o mesmo nome a gente não sabe qual é o quê. Estás a ver?

(Milú) – Eu por acaso sei, mas…

(Rui) – Pois agora só tens 2, quando tiveres 20…

(Milú) – Pois é.

(António) – Tem que se mudar o nome.

(Milú) – Esqueci-me.

(Rui) – Okay, não faz mal, não faz mal. Okay. Então vamos fazer aí outra conta. Vamos ver só o primeiro anúncio, okay? Que é o que está melhor. Então gastaste 25 cêntimos, estás a ver? Ah, desculpa, gastaste 49 cêntimos no total.

(Milú) – Sim.

(Rui) – Ali onde diz ”Montante”, não é?

(Milú) – Aqui.

(Rui) – O outro diz ”montante gasto hoje”. Gastaste 25 cêntimos de 1 euro. Pronto. Mas no total gastaste 49 cêntimos. Então, agora vais dividir 49 cêntimos por 11.

(Milú) – 49 cêntimos a dividir por 11.

(Rui) – Okay? Deve dar para aí 4.3 ou uma coisa assim.

(Milú) – Dá 0,04.

(Rui) – Tem de dar mais. Não, não… certo? Mostra… mostra a calculadora. Mostra.

(Milú) – Ah, espera aí, estava a fazer à mão. Mas eu acho que sim…

(Rui) – Não, não. Faz aí na calculadora. Que é para a gente ver. Tem de dar mais, okay? Deve dar 4.3 ou uma coisa assim.

(Milú) – Está 0,04454.

(Rui) – Okay, estás a ver? Não falhei muito aqui a minha conta.

(Milú) – … A dividir por 11.

(Rui) – A dividir por 11…

(Milú) – É.

(Rui) – Okay, estás a ver? Está a 4.4 cêntimos. 4 cêntimos e meio, quase. Estás a ver?

(Milú) – Pois dá.

(Rui) – Okay. Portanto ele mostra-te ali como” Custo por Clique”, 4 cêntimos. Na realidade são 4 cêntimos e meio. Estás a ver?

(Milú) – Exato.

(Rui) – Isso faz diferença.

(Milú) – Pois faz.

(Rui) – Tens de fazer à mão também, porque amanhã imagina que tens 4.3 cêntimos, quer dizer que melhorou. E o Facebook mostra-te 4 cêntimos à mesma. Pelos dados do Facebook não sabes se melhorou ou não.

(Milú) – Claro.

(Rui) – Tens de fazer a conta à mão, com aproximação ás centésimas de cêntimo, ou seja, com 4 dígitos depois da vírgula, para tu perceberes se ele está a subir ou está a descer, porque estamos a falar de décimas e centésimas de cêntimo de diferença.

(Milú) Claro. Claro.

(Rui) – Com 1 euro não faz diferença nenhuma, quando gastas 100 euros por dia pode ser a diferença entre teres mais visitantes no blog, ou não. Estás a ver?

(Milú) – Claro. Olha, diz-me uma coisa. Quanto tempo é que nós temos de fazer uma campanha para verificar… por exemplo, eu comecei esta ontem, não é? Eu agora para ver qual é que vou optar para alavancar, não é? Porque entre estas duas eu quero alavancar uma, quanto tempo é que eu preciso para verificar bem se vai dar ou não?

(Rui) – Com um bocado de experiência tu, passadas 2 horas, já sabes.

(Milú) – Ya, pois.

(Rui) – Começas logo a perceber como é que o teu mercado responde ao anúncio, não é? Mas, por exemplo, neste momento, já podes ter uma ideia porque passou uma noite.

(Milú) – Exato.

(Rui) – Tu agora já sabes das duas, muito bem, qual é que é a melhor.

(Milú) -Claro.

(Rui) – A de baixo nunca vai chegar o nível da de cima. Okay?

(Milú) – Pois. Exato. Exatamente, dá logo para perceber neste caso. Não é?

(Rui) – Portanto é fácil, até porque a diferença é muito grande, okay? É fácil perceber. Então, a de baixo vais tirá-la. Quando puseres uma nova, tiras a de baixo.

(Milú) – Hum hum. Okay.

(Rui) – E fica a de cima. E aumentas o valor da de cima. Okay?

(Milú) – Exato. Eu posso ir aumentando diariamente o valor? O Facebook não fica chateado por a gente estar a mexer nos anúncios?

(Rui) – Não. Não tem problema nenhum. O Facebook não se chateia com nada. A gente faz o que a gente quer com as nossas campanhas, okay?

(Milú) – É?

(Rui) – Não tem problema nenhum o Facebook se chatear. Não. Ás vezes pode acontecer é que… Nós somos livres de fazer o que nós quisermos, okay? O Facebook não tem nada haver com isso.

Agora, o Facebook deteta padrões. Então, imagina, tu tens um determinado padrão, é um bocadinho arriscado, por exemplo, quando a gente faz anúncios que são aprovados à primeira, mas o anúncio realmente está um bocadinho ali na corda-bamba, okay? Podia ser reprovado. Okay? Até podia ser reprovado. Okay? Está ali um bocadinho. E se nós tivermos algum comportamento um bocadinho fora do normal… Por exemplo, tens um anúncio com 1 euro, e de repente pões 500 euros, o Facebook avisa e vão ver o que é que se passa, não é? Pode haver algum problema, ou a tua conta pode ter sido hackeada, pode ter havido qualquer coisa. Ou então, tens um anúncio em que estás a gastar 500 euros por dia e de repente gastas 1, há qualquer coisa que não bate certo, não é? É fora do padrão. Vão lá pessoas fisicamente ver o que é que se passa, e ou dão-te um alerta, ou não te dão alerta nenhum, e depois vêm.

Então imagina, se tens um anúncio que está ali no limite da aprovação, e depois tens um comportamento deste estilo, o mais certo é alguém ir ver e detetar que aquele anúncio é capaz de não ser aprovado, ou foi aprovado automaticamente mas está ali no limite…

Olha, deixa-me atender outra vez, desculpa lá.

(Carlos) – Olá pessoal!

(Milú) Olá Carlos! Olá! (…)

(Carlos) – Olha é assim, isto iniciou e eu não tinha percebido porque tinha os headphones mal ligados… e depois por curiosidade é que fui ver. Olá Bárbara.

(Bárbara) – Olá Carlos, estás bom?

(Rui) – Olá Carlos, estás bom, meu?

(Carlos) – Tudo. Eu não tenho estado a ouvir desde o inicio porque tenho os headphones mal ligados… e pronto, até estava a achar estranho não ter… Afinal, depois fui ver, e olha já começou…

(Rui) – É o que acontece quando chegas cedo, não é? Faltavam 5 minutos já estavas aqui, e depois…

(Carlos) – Sim, eu estava aqui, só que os headphones… olha, estava aqui a…

(Rui) – Milú, vamos lá passar ao Facebook outra vez? Okay, então aí vais tirar daqui a bocado, quando tiveres um anúncio novo, tiras esse e pões o outro, okay?

(Milú) – Ó Rui, estás-me a dizer tiro o de baixo e coloco outro novo,ou pego nos valores e meto no de cima?

(Rui) – Okay, é assim, tudo depende da gestão que tu fazes com o teu dinheiro. Não é? Eu vou-te dizer a minha opinião. A minha opinião é esta, pegas no dinheiro do de baixo e metes no de cima, portanto o de cima fica com 2 euros por dia.

(Milú) – Exato.

(Rui) – E crias um novo. Okay? De 2 euros, passas a gastar 3 por dia.

(Milú) – Pois. É que este 2 que eu pus aqui, eu estive a revê-los todos ponta-a-ponta para não terem nenhuma palavra complicada.

(Rui) – Okay.

(Milú) – A página de captura também não teve nada. Eu quando pus estes anúncios tinha a sensação plena que eles iam passar porque… em principio não tinha nada de… de…

(Rui) – Okay, okay. Agora vamos ver exatamente quais são os anúncios, okay?

(Milú) – Eu vou pôr outro… eu tenho de o rever todo outra vez, porque eu não quero ser bloqueada outra vez.

(Rui) – Não é rever, é fazer.

(Milú) – Fazer, exato. Mas vou ter que fazer com muito cuidado porque eu já fui bloqueada noutra fonte, não queria mesmo ser nesta.

(Rui) – Isso é fácil. Basta não estares a pensar em dinheiro, nem em negócios, nem nada dessas coisas. É dar valor em todos os anúncios no Facebook.

(Milú) – Okay.

(Carlos) – Ó Rui, posso só perguntar uma coisa?

(Rui) – Força, força.

(Carlos) – Quando tu dizes que consegues, portanto, ver como é que um anúncio se está a comportar… portanto, tens a… começas a ver a quantidade de pessoas que o anúncio está a ser mostrado, não é?

(Rui) – Hum hum.

(Carlos) – Agora, isso, estás a referir-te ao teu grupo de fãs, ou fora do grupo de fãs?

(Rui) – Na página de fãs. A publicação na página de fãs.

(Carlos) – Pronto, então é assim… Se tu tens uma quantidade de fãs grande, consegues, com certeza, ter mais visualizações do que uma pessoa que acabou de começar…

(Rui) – Não, não… Não é verdade. ó Carlos, não é verdade.

Eu tenho uma página de fãs com 32 mil fãs, o alcance orgânico dessa página são 50 pessoas. Tenho outra página com 5000 fãs, o alcance orgânico dessa página são 1000… mais de 1000 pessoas.

Não tem haver com o número de fãs.

(Carlos) – Mas, de qualquer maneira, tens de ter fãs, não é? Senão…

(Rui) – Uma pessoa começa do zero, sem fã nenhum, não tem problema nenhum. Faz o quê? Imagina que começas uma página nova, eu já fiz isso várias vezes, fiz experiências de várias formas, começa por pagar cliques caros porque o alcance orgânico é baixo, não é? Estás a ver? Então, se calhar, em vez de pagar cliques a 5 cêntimos, paga-os a 10. Mas está a construir a sua propriedade, está a construir a sua página, não é? Está no zero, é mais difícil do zero.

(Carlos) – Sim, mas… desculpa lá Rui… se está no zero não mostra a ninguém.

(Rui) – Mostra, mostra. Porquê? Porque tu tens amigos. É assim, a página está vazia, criaste-a agora.

(Carlos) – Sim…

(Rui) – Fazes lá uma publicação, a seguir partilhas essa publicação no teu perfil, os teus amigos, ou boa parte deles, vão ver a tua publicação.

(Carlos) – Ah, sim. Se puseres uma publicação fora da página.

(Rui) – Não, não. Não é uma publicação fora. É partilhar para fora. Partilhas para o teu perfil.

(Carlos) – Sim, partilhar para fora, exatamente.

(Rui) – Com certeza, é aí que tu vais buscar fãs. Por isso é que é importante teres amigos que são do teu nicho.

(Carlos) -Ah, okay, okay…

(Rui) – Estás a ver? Porque essas pessoas vão ver a tua publicação na página de fãs. E podes também partilhar da página de fãs para grupos que tenham haver com o nicho, e vais atrair mais público para aí. E, naturalmente, começas a ter fãs.

(Carlos) – Sim.

(Rui) – Começam a aparecer por causa do anúncio que estás a fazer a pagar, estás a pagar para o Facebook mostrar aquele conteúdo a pessoas do nicho, começas a ter fãs naturais, aparecem naturalmente porque gostam do teu conteúdo. Esse fãs são do teu nicho. Não são fãs quaisquer, estás a ver? Vieram por causa do conteúdo que estás a promover.

E é assim que se constrói uma página de fãs, estás a ver? É muito fácil.

Mas, obviamente, no inicio, começando do zero, os cliques são caros porque o tráfego orgânico é baixo. Não é? Quando uma pessoa tem uma página de fãs que tem pouco tráfego orgânico. Mas, há medida de vai passando, o tráfego orgânico vai aumentando. Se calhar começas com 50 pessoas, depois passas para 100, depois passas para 150, depois da 200, para 1000, 3000, o que for. Porque o Facebook encarrega-se de fazer isso, essa gestão. A gente só tem de publicar na página de fãs e partilhar no nosso perfil e em grupos no nosso nicho. Mais nada. Claro, e quando fazemos anúncios, fazemos anúncio e orientamos esse público por interesses, para chegar a pessoas que têm haver com o nosso nicho.

(Carlos) – Quanto estamos a construir a página, convém logo definir o tipo de público que nós queremos, não é?

(Rui) – Exato, com certeza.

(Carlos) – Pelos interesses.

(Rui) – Com certeza. Com certeza que sim, okay? Uma página de fãs é página DE FÃS. É para pessoas que gostam daquele tipo de conteúdo.

(Carlos) – Então aquelas coisas de vídeos virais e isso tudo, isso é… não tem sentido.

(Rui) – Epá, tem um sentido quem tem haver com uma certa estratégia, não é?

(Carlos) – Sim…

(Rui) – Quando uma pessoa… em termos do nosso marketing podemos o fazer  de muitas, muitas formas. Por exemplo, podes fazer uma coisa em massa para o mundo inteiro, sem nicho nenhum, e aquilo vai apanhar pessoas do nicho, naturalmente. Em cada 100 mil pessoas apanhas 1000 que são do nosso nicho, não é? E esses 1000 chegam-se à frente e inscrevem-se, e põem Like, o que for, não é? Mas nós estamos a pagar publicidade para toda a gente, estamos a pagar para milhões de pessoas verem, na realidade só há algumas que nos interessam. Não faz mal fazer isso, é uma forma de fazer.

Então, por exemplo, fazer publicidade para ter fãs, ou fazer publicidades virais para atrair fãs para a página que não tenham nada haver com o nosso nicho, não faz mal, mas isso tem uma percentagem de pessoas que são do nosso nicho e nós podemos fazer target a essas. É uma forma de fazer as coisas. Normalmente fica um bocadinho mais caro, e acabamos por não construir uma coisa tão eficiente, uma marca tão eficiente. Ou seja, eu preciso de, se calhar 100 mil fãs para (…) Estás a ver? Mas é uma forma de fazer. Também apanhei números muito maiores, okay? De repente tenho lá 1000 fãs por dia, estás a ver?

(Carlos) – Sim, tenho aqui uma página que tem uma média de 150, 200 fãs diários… é uma coisa incrível.

(Rui) – Ya, mas tu… é a tal coisa, depende do target que a gente está a fazer.

(Carlos) – Pois.

(Rui) – Se estamos a fazê-lo mais largo, ou mais fino. Estás a ver? Depende disso. Mas não é certo nem errado uma coisa ou outra. Depende da estratégia de cada um. Na minha opinião, na minha, eu prefiro trabalhar com um target mais reduzido, mais dentro do meu nicho, e trabalhar mais eficientemente a linguagem com essas pessoas, e trabalhar mais proximamente, em números mais pequenos. É a minha opinião, mas há outras coisas…

(Carlos) – Pois, é mais qualificado, não é?

(Rui) – É. Mas há outras formas de fazer, como é, é os números, não é? Tudo depende da forma como a pessoa quiser fazer.

Agora, Milú, vamos ver a tua página de fãs, para a gente ver esses anúncios. Okay? Eu está-me a parecer que estás a fazer anúncios para páginas de captura. Não é?

(Milú) – Ah… não, foi para o blog.

(Rui) – Foi para o blog, então mostra lá. Mostra lá.

(Milú) – Olha eu acho é que a minha página de fãs, há aqui qualquer coisa que não está lá muito bem. Eu já quis fazer umas alterações e não consigo…

(Rui) – É, mas vai aí abaixo, mostra-me os posts. Mostra-me os posts.

(Milú) – Ah. Um deles é este.

(Rui) – Okay. Então, vamos ver um bocadinho isso. Okay? Então… Primeiro, clica em cima da imagem, que é para a gente ver para onde é que isso vai.

(Milú) – Vai para o blog.

(Rui) – Sim, sim, mas é para ver, para ver o anúncio.

(Milú) – Ah.

(Rui) – É para ver o artigo, okay? Aí, enquanto carrega, volta lá ao anúncio para a gente ver o anúncio, e vamos falar um bocadinho sobre o anúncio.

(Milú) – Olha, já está.

(Rui) – Okay, okay. Volta ao anúncio, volta ao anúncio.

(Milú) Aqui? Não… aqui, não é?

(Rui) – Aí, aí, aí. Isso, isso, isso. Okay, vamos ver aí um bocadinho. Vamos falar um bocadinho sobre a tua página de fãs. Tu tens, na tua página de fãs, um monte de coisas completamente disparatadas umas das outras, não é?

(Milú) – Pois, tenho.

(Rui) – É. Então é difícil tu teres fãs no teu nicho, quando tu falas de coisas tão disparatadas. Tanto falas de alhos como de bugalhos, e pronto, não é?

Então, a tua página de fãs deve falar sobre o teu conteúdo.

Se tu dizes que é empreendedorismo, deves falar sobre empreendedorismo. Não tem interesse falar sobre outras coisas que não tenham haver com isso. Se falares de outras coisas, tens de as colocar no contexto do empreendedorismo, de alguma forma. Okay?

(Milú) – Quer dizer, nunca devo publicar nada que não tenha ligação com isto aqui, na página de fãs?

(Rui) – Exatamente. Okay? É isso mesmo. Então, vou-te dizer o seguinte. Por exemplo… eu vou-te dizer como é que eu faço, okay? Não quer dizer que tenha de ser assim, mas é a forma como eu vi que funciona melhor. É o seguinte… no meu perfil, eu publico tudo, o que eu ponho na minha página de fãs eu partilho no meu perfil. Mas há coisas que eu ponho no meu perfil que eu não ponho na minha página de fãs.

(Milú) – Exato.

(Rui) – As coisas que eu faço que não têm propriamente haver com aquilo eu digo na minha página de fãs, não ponho. Por exemplo, fiz uma viagem com os meus amigos, ou com a minha família, ou agora os meus filhos estão de férias, estão todos na praia, estão-se a divertir, partilham fotos de jantares, o que for, não é? Eu gosto disso, e partilho coisas dessas no meu perfil. Tem haver com a minha vida pessoal.

(Milú) -Exato.

(Rui) – Agora, coisas que têm haver com o negócio… Imagina que eu, nesse contexto, faço uma viagem, ou estou com a família, e quero mostrar como é que eu estou com a família e estou a gerir o meu negócio da mesma maneira. Esse é o contexto, essa é a mensagem, então aí ponho na minha página de fãs.

(Milú) – Exato.

(Rui) – Agora, um jantar em família, ou uma noite de copos com os amigos, tiro umas fotos e vou para a discoteca, ou essas coisas assim, não vou pôr na minha página de fãs, não tem nada haver com o assunto da página de fãs. Ou imagina que eu adoro animais, não é? Eu tenho 7 gatos aqui em minha casa e um cão, epá, eu posso adorar os animais e fazer fotos com eles, e estar com eles, e fazer isso tudo, mas isso não tem nada haver com a minha página de fãs. A minha página de fãs é um lugar profissional para um nicho.

(Milú) – Exato.

(Rui) – Isso tem haver com a minha vida pessoal. Okay? As pessoas que me queiram conhecer vão ver o meu perfil, então isso eu publico no meu perfil, são coisas da minha vida privada.

(Milú) – Claro. Claro.

(Rui) – Estás a ver?

(Milú) – Estou a ver, estou a perceber.

(Rui) – Nem tudo parte… nem tudo pertence a todo o lado, okay? Temos que ter as ideias claras, porque nós estamos a falar para um determinado nicho de pessoas. Não é? Pronto, então a tua página de fãs tem muito mais resultado, tu atrais fãs mais qualificados se falares dentro do teu nicho, ou dos teus nichos. Não é?

(Milú) – Sim, exato. Pois.

(Rui) – Não tens de ter uma página de fãs para cada coisa, não é? Vamos começar com um e depois logo se vê o que é que acontece.

(Milú) – Exatamente. Exatamente.

(Rui) – Agora aqui este anúncio é o que tem a performance de 4 cêntimos, não é?

(Milú) – É, exatamente.

(Rui) – Okay. E agora, sobre só um bocadinho, só para a gente ver a descrição. Falta aí uma coisinha. Okay, alto, alto. Alto ao trém. Então, a parte de baixo fala de filhos, vítimas e tempo, são as palavras-chave. Estás a ver?

(Milú) – Sim…

(Rui) – A seguir, na descrição, falas de pais, estás a ver?

(Milú) – Sim…

(Rui) – Vê bem as palavras que tu tens aqui. Filhos, vítimas, tempo, pais, trabalho, educação, frustrado, culpado, doente, outra vez tempo, outra vez filhos. Então, estás a ver as palavras-chave que tu tens aqui?

(Milú) – Sim…

(Rui) – Okay? Agora, estas palavras que tu tens aqui… falas de filhos, fixe, falas várias vezes, falas 3 vezes. Depois, de pais falas pelo menos 1 está ali… Ya. E depois falas de tempo… também uma vez. ”Filhos” é a palavra principal, é a que falas mais vezes. Não é? Okay. Então, na parte de cima, onde tens só o link, deves fazer uma descrição. Falta ali uma descrição, falta ali um parágrafo. Okay?

(Milú) – Não estou a perceber.

(Rui) – Na parte de cima da foto tens só um link, não é?

(Milú) – É o link do retarget.

(Rui) – Eu sei, eu sei. Mas aí, onde tu colocaste o link, além do link, deves pôr uma descrição também.

(Milú) – Eu no retarget pus lá uma descrição…

(Rui) – Não, não, não, não é isso que eu estou a falar. No retarget tu puseste foi o título, que é ”Os Filhos São As Vítimas Da Falta De Tempo!”

(Milú) – Exato, foi isto, que aparece aqui em baixo.

(Rui) – E puseste uma descrição, que é ‘‘Para muitos pais cada dia se torna mais difícil…” Okay? Isso é o que está no retarget. E está bem, e está bem.

(Milú) – Sim…

(Rui) – Mas quando publicas no Facebook, no sítio onde colocaste o link, lá em cima, pões também aí uma descrição.

(Milú) – Ah, posso acrescentar aí uma descrição?

(Rui) – Deves acrescentar.

(Milú) – Aaah!

(Rui) – Não igual ao de baixo, diferente.

(Milú) – Exatamente.

(Rui) – Mas com as mesmas palavras-chave.

(Milú) – Mas com as mesmas. Exato.

(Rui) – Okay. Vais voltar a falar de filhos, e de pais, e falta de tempo, e de frustração. Estás a ver?

(Milú) – Pois.

(Rui) – Como é que tu fazes isso? Vais ao teu artigo e procuras lá um parágrafo ou dois que te inspire para tu colares aí uma descriçãozinha.

(Milú) – Aaah.

(Rui) – E pode ser um bocadinho mais longa, pode ser um bocadinho mais curta, não faz mal. Pode ser um parágrafo ou dois. Porque é que isso é importante? Porque é mais material que estás a dar ao Facebook para ele determinar a quem é que vai mostrar este anúncio.

(António e Milú) – Aaaaahhh!

(Rui) – Estás a ver? Tu queres dar palavras ao Facebook para ele perceber qual é o contexto em que estás a falar.

(Milú) – Exato.

(Rui) – O que está feito está muito bom… Se tu reparares, tens palavras muito certinhas. ”Filhos”, e ”pais”, ”educação”, ”trabalho”, ”tempo”, são tudo coisas que têm haver com o contexto familiar e dos pais, não é?

(Milú) – Exato.

(Rui) – Mas, se tu pegares nestas palavras e criares um outro conteúdo e outras coisas, e puseres na descrição, vai melhorar.

(Milú) – Aah… Isso é muito bom.

(Rui) – E pode ser um bocadinho longo, não tem de ser curto. Podes pôr até um parágrafo, ou 2, ou 3. Okay? Porque é importante pores mais conteúdo, ou não. A ideia é que essa parte na descrição seja um teaser, seja algo que use a curiosidade das pessoas, quando elas vêm aquilo elas querem clicar.

(Milú) – Ah.. okay já estou a perceber.

(Rui) – Podes fazer, por exemplo, assim, ”neste artigo”… Por exemplo, só vou dar um exemplo… ”Neste artigo falo do assunto mais importante na vida dos pais. Podes resolvê-lo em 3 segundos se leres este artigo. com atenção.” Uma coisa assim. Estás a ver? Só estou a dar exemplos. Para quê? Para a pessoa ficar com curiosidade de ler. Se for um pai, ou uma mãe, que tem falta de tempo, de repente fica com as orelhas aguçadas.

(Milú) – Exato.

(Rui) – Podes dizer assim uma coisa do estilo, estás a falar dos filhos que são as vítimas, não é? Podes dizer assim, ‘‘Será que o teu filho está a ser vítima da tua falta de tempo?” Estás a ver? ”Será que estás a prejudicar o teu filho mais do que aquilo que tu pensas?’‘ Isto é poderosíssimo.

(Milú) – Mas isso é na parte de cima, a seguir ao link, certo? E depois…

(Rui) – Ou antes do link, ou a seguir ao link. Estás a ver?

(Milú) – A seguir ao link. Mas depois, a seguir a essa frase assim chamativa… não é, pronto… Falo a seguir mais do parágrafo do post, ou não? Ou ponho só…

(Rui) – Milú, fazes como tu quiseres, okay? A ideia é que tu, nesta descrição, chames a atenção das pessoas para clicarem para verem o anúncio.

(Milú) – Exato. E eu até posso pôr só assim uma coisa qualquer… tipo, que os chama a ler isto, não é?

(Rui) – Exatamente, a ideia é essa. Ora, pára aí a tua partilha um bocadinho que eu vou aqui partilhar a minha página num instante. Só para dar um exemplo. Só para tu veres um exemplo.

(Milú) – Eu tenho de parar, não é?

(Rui) – Pára a tua partilha. Acho que… não sei se dá para partilhar os dois ao mesmo tempo. Não sei se dá, se não. Okay, acho que agora já dá. Ora, está aqui ”Hangout”, ”documento de texto”, ”Facebook”, está aqui. Ora, ver se vocês estão a ver. Vocês estão a ver o coiso? Já estão a ver a minha página de fãs, okay.

(Milú) – Já.

(Carlos) – Sim, sim, sim. Estamos a ver.

(Rui) – Okay, então vamos ver aqui… Vou aqui pôr a minha página de fãs. É só para exemplificar aquilo que eu estou a falar. Okay, vamos dar aqui este exemplo. Por exemplo, então tenho… o que é que eu pus no retarget? Pus esta foto, pus este título, e pus esta descrição. Estás a ver?

(Milú) – Sim.

(Rui) – Aqui, quando publiquei, publiquei isto tudo. Estás a ver?

(Milú) – Hum, estou.

(Rui) – Aqui em baixo, estás a ver outro exemplo. A foto, o título, a descrição, e depois tem esta descrição logo aqui em cima. É óbvio para chamar a atenção para as pessoas clicarem.

(Milú) – Exatamente.

(Rui) – Se tu reparares, tenho aqui palavras-chave para chamar a atenção, em maiúsculas. Estás a ver? Porquê? Porque uma pessoa, quando bate com os olhos em cima disto, não lê tudo, mas lê ‘moral da história”, ”errado”, ”a verdade é outra”. Isto chama a atenção. Olha aqui, outro exemplo. Estás a ver aqui? ”Pensar positivo”, ”universo”, ”truque”, estás a ver as palavras principais que eu pus aqui? Claro, aqui pus ”pensar positivo”, ”universo”, ”dar o que pedirmos”, ”problemas”, ”lei da atração”, estás a ver palavras que eu pus aqui? ”Pensar positivo”, ”lei da atração”, ”erro”, isto chama a atenção. Estás a ver? Pronto. Agora, tudo isto, neste caso… por exemplo, estás a ver, aqui temos 2 mil pessoas que viram isto organicamente e 28 mil viram em alcance pago. E tive 1000 cliques. Estás a ver?

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(Milú) – Estou a ver.

(Rui) – Por exemplo. E está a correr ainda esta campanha. Deixa cá ver como é que ela está. Okay, gerou 800 cliques para o site. Agora vamos fazer aqui uma continha, num instante. Já agora ficas a ver. 18 euros… 18.10 a dividir por 802… 802… dá 2.2 cêntimos por clique para o site. Estás a ver? 2 cêntimos e um bocadinho. Ainda está a correr. Não é a minha campanha melhor, mas está a correr, e está boa, não é?

(Milú) – Hum hum.

(Rui) – Pronto, mas é para tu veres como é que está feito. Ver se vês aqui outra descrição…

(Milú) – Olha, ó Rui, mas como eu tenho aquilo a rolar agora não posso mexer…

(Rui) – Não podes mexer, não. Aquela fica. Só estou a dizer para as próximas. Okay?

(Milú) – Ah, ali não convém já mexer, não… não é?

(Rui) – É, não. Aquilo está, está okay. Okay, aquilo está bom. Okay?

Pronto, então, se tu reparares, eu tenho sempre muito alcance orgânico. Neste caso, esta campanha aqui correu durante muito pouco tempo, só teve 391 de alcance pago, estás a ver? Portanto, não é nada. Gastou para aí… não sei, 3 ou 4 cêntimos, mas eu vi logo que isto não ia dar nada. Okay? Mas mesmo assim teve 1400 pessoas que viram organicamente.

(Milú) – Pois.

(Rui) – Mas eu vi que não ia dar. Pronto, então os… os… a ideia é pôr… é, estás a ver o que está aqui? É importante pôr uma descrição para dar mais ideias, mais conteúdo ao Facebook para ele poder mostrar melhor. Okay? A mais pessoas. Ora, deixa-me cá ver se eu consigo desligar aqui a partilha… ”parar”. Okay.

Vá, continua. Partilha lá a tu a tua e vamos ver.

(Milú) – Onde é que estávamos…

(Rui) – Okay. Então estávamos na página de fãs, no anúncio. Não era aí, era na página.

(Milú) – Exato.

(Rui) – Okay. Agora, desce aí um bocadinho, só para ver fundo desse… dessa… Alto, alto, alto! Okay. Estás a ver ali, 1500 pessoas viram isto organicamente. Estás a ver?

(Milú) – Ah, pois.

(Rui) – 506 foi o alcance pago. Tu não gastaste quase dinheiro nenhum, gastaste o quê? 40 cêntimos.

(Milú) – Pois foi, foi muito poucochinho.

(Rui) – 1500 pessoas viram! Agora vê aí um post que tu tenhas posto sem pagar. Mostra um grátis. Mostra mais para baixo.

(Milú) – Este não, que este é de ontem.

(Rui) – Okay, um que não tenhas pago.

(Milú) – Ah espera aí tenho aqui outra. Mas este foi para uma página de captura.

(Rui) – Não faz mal, mas mostra lá um post. Este aqui?

(Milú) – É.

(Rui) – Okay, mostra ali um bocadinho mais para baixo, que é para ver se a gente vê quantas pessoas viram. Alto, isso. Ali, 174. Estás a ver? Estás a ver quantas pessoas é que tu alcançaste, sem pagar?

(Milú) – Sim.

(António) – É uma grande diferença.

(Rui) – Sendo de graça, o Facebook mostrou isto a 174 pessoas. Tu, com 40 cêntimos, puseste o Facebook a mostrar, de graça, a mais de 1000.

(Milú) – Foi…

(Rui) – Estás a ver a diferença?

(Milú) – Exato. Exato.

(Rui) – O que é que acontece? O impacto que isso tem, o impacto que tem… E depois o facto de ser um conteúdo bom para o teu blog, melhor ainda. Também faz com que o facebook mostre mais.

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(Milú) – Pois, claro.

(Rui) – Mostra sempre menos um link para uma página de captura, porque não está a dar nenhum conteúdo interessante. Estás a ver?

(Milú) – Claro. Claro.

(Rui) – Mas é para vocês verem, é para tu veres, que com muito pouco dinheiro tu podes aumentar o alcance das tuas publicações para milhares de pessoas.

(Milú) – Exato.

(Rui) – Estás a ver? Olha ali, esta semana, 7590 pessoas viram. Ok?

Vai às tuas estatísticas da página. Aí no ”menu”, ”estatísticas”.

(Milú) – Onde é que eu vou?

(Rui) – No topo, no topo… no topo da página.

(Milú) – Ah, aqui no topo, aqui, não é?

(Rui) – Estatísticas, estatísticas.

(Milú) – Ah, está aqui.

(Rui) – Ok. Vais ver aí uma coisa interessante, queres ver?

(Milú) – Esta página eu não a estava a usar, sabes? Usava a outra. Então fiquei bloqueada na outra, comecei a usar esta agora.

(Rui) – Não faz mal nenhum. Então estás a usar uma página está bem, ok? Deixa isso… deixa ele carregar. Ok. Olha ali. Olha repara bem o que é que aconteceu ali. ”Alcance da publicação: 7700 de alcance”, estás a ver?

(Milú) – Estou.

(Rui) – 11000% a mais em relação à semana passada, ok?

(Milú) – Ok.

(Rui) – Quer dizer que tinhas alcance, se calhar, para aí 10 pessoas, provavelmente.

(Milú) – Pois.

(Rui) – Não é? Com o quê? Como é que tu conseguiste isso? Olha ali 317 cliques em publicações, do lado direito, estás a ver?

(Milú) – Sim, estou a ver. Sim.

(Rui) – Numa semana 296 partilhas, numa semana. Uma página que estava parada, não é?

(Milú) – Estava quase morta.

(Rui) – Tu conseguiste fazer isto tudo com, o quê? 80 cêntimos?

(Milú) – Sim, é… Não, 90 cêntimos, sim anda por aí.

(Rui) – Nem gastaste 1€.

(Milú) – Não.

(Rui) – Estás a ver? Não custa nada… epá, é ridiculamente simples com cêntimos pôr a página a deitar fumo.

(Milú) – Pois é, pois é.

(Rui) – Pões lá bom conteúdo, as pessoas começam a interagir, tu com meia dúzia de tostões pões a página com milhares e milhares de pessoas a ver. Não é preciso uma fortuna.

É óbvio que depois, à medida que a tua página vai crescendo, tu vais começando a gerar mais cliques, e mais, e mais, e mais… Agora, na melhor das hipóteses, estás a pagar 4 cêntimos por clique. Realmente 4,5 cêntimos. Não tem mal nenhum! Está fantástico, ok? É uma página nova. A minha página nova, quando eu a comecei, comecei a pagar 12 cêntimos por cada clique, ok? Estás melhor do que eu, eu não tive nenhum anúncio assim como tu tens, ok?

(Milú) – Oh, estou a concorrer contigo!

(Rui) – Não tenhas dúvida nenhuma, não é? Estás a ter melhor resultado… Tu, a tua primeira intervenção, estás a ter melhor resultado do que eu tive na minha primeira intervenção.

(Milú) – Estou a brincar, Rui…

(Rui) – 3 vezes melhor. Portanto é para tu teres consciência de que não é difícil, não é nada difícil com meia dúzia de cêntimos, a gente pôr a nossa página a crescer e a funcionar. Estás a ver? É importante teres consciência disso, ok?

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(Milú) – Só que eu acho que esta minha página, em termos de definições… quando a gente põe aqueles títulos, eu quis fazer lá umas alterações e não consigo.

(Rui) – Atenção: isso são questões técnicas. Tens que ver onde é que tens que ir e não sei quê, não é?

(Milú) – Eu fui, eu fui ao “sobre”, fui lá e quis alterar, mas não consigui. Tenho que ir lá outra vez com mais calma. É.

(Rui) – Procura. Procura que vais encontrar, ok? Vais encontrar.

(Milú) – É.

(Rui) – Aquilo que eu te queria mostrar, que íamos falar um bocadinho agora, nesta altura um bocadinho sobre isso, era… Podes terminar a partilha se quiseres… É a gente perceber que quando a gente diz: “Ah eu não tenho dinheiro para publicidade“, isso não é verdade, ok?

A pessoa pensa que precisa de ter 100€ por dia para publicidade… Claro se tiver, melhor. Mas se não tiver, com 1€ já pode fazer um estrago considerável no Facebook, não é? Imagina o estrago que vocês já fizeram com 95 cêntimos, não é? De repente aumentaram a vossa página em 11000% de uma semana para a outra, aliás de um dia para o outro, não é?

(Milú) – Foi.

(Rui) – Criaram e mostraram o vosso conteúdo a mais de 7000 pessoas, não é? E geraram, e geraram… 11.. quantos cliques para o site?

(Milú) – 16

(Rui) – 16 cliques para o site, estás a ver? Portanto já tiveram 16 visitas ao site de tráfego pago, que é um espetáculo, ok? É muito importante isto, é importante que vocês se lembrem disto que nós estamos aqui a falar, porque na verdade vocês estão no princípio de uma coisa espetacular que está a acontecer, ok? Vocês já perceberam como é que funciona, já descobriram a pólvora, ok? Agora é só melhorar aquilo que vocês já sabem, isto que vocês já sabem.

Agora é preciso ver como é que está do outro lado o blog. É claro que, agora é preciso melhorando nas duas frentes. Melhorando na parte do tráfego, em relação ao Facebook, pôr os posts, fazer os anúncios, ver quais são os melhores, gerir o orçamento, pôr o dinheiro no sítio certo, essas coisas, ok? O Facebook dá-nos dados para a gente poder escolher, ele é que nos diz a que preço é que as coisas estão a sair. Atenção: o preço que conta é o preço do clique para o site, não é o preço de interação, ok?

(Milú) – Certo.

(Rui) – O preço que conta é o preço de clique para o site, é isso que a gente quer, não é? Essa é a frente do tráfego, depois temos a frente da casa, quando a pessoa chega à nossa casa, ao nosso blog, o que é que a gente faz com a pessoa. Ok? Onde que a gente a leva, o que é que a gente lhe dá, o que é que nós lhe proporcionamos, o que é que nós queremos que ela faça, não é?

Essa é a segunda fase, essa é a segunda fase que, pronto lá está, é preciso ter o blog estruturado de uma certa forma, para gerar contactos, e todos nós aqui estamos nesse ponto, vocês agora também já estão, ok? Que é de otimizar o blog para gerar contactos, envolver as pessoas, ok?

Diz lá, diz, diz Milú.

(Milú) – Ó Rui, a gente queria-te fazer mais uma pergunta. Em relação aos anúncios, quando há lá uma parte que ele pergunta para mostrar aos amigos, ou se queres só mostrar aquelas pessoas que não… ou aos fãs, ou aquelas que não são teus amigos nem estão na tua página de fãs. Qual é a opção melhor para pôr num anúncio?

(Rui) – Ok, eu vou te dizer a minha opinião. Eu faço anúncios sempre por interesses.

(Milú) – Pois isso também pus.

(Rui) – Sempre por interesses, escolhes os interesses, não é? Aliás vou partilhar o ecrã, outra vez, que é mais fácil para me explicar se tiver a partilhar o ecrã. Ok. Estão a ver outra vez o meu ecrã, não estão?

(Milú) – Está sim.

(Rui) – Ok. Então agora nós vamos ver aqui, vou-vos dar aqui um exemplo num instante. Procurar aqui uma coisa que eu possa partilhar. Promover… este aqui, este não foi promovido, chegou a 700 pessoas e gerou 84 cliques. Agora este está a correr… Este não o posso aprovar… ah mas serve, mas serve para aquilo que eu quero. Ok, imagina este aqui, isto nunca vai ser aprovado, não é para isso, mas eu vou fazê-lo. Mas é só para dar um exemplo, estás a ver? É por causa da foto, esta foto está cheia de texto, não é? Portanto, nunca vai ser aprovado. Ok, isto nunca podia ser aprovado, mas vou dar aqui um exemplo. ”Promover publicação”.

É exatamente assim que eu faço, funciona lindamente ok?

Ok, então se reparares aqui uma coisa, olha aqui: eu ponho sempre aqui 7€. Primeiro 7€ e aqui 7 dias, ok? Estás a ver? Depois eu já tenho aqui um série… vês aqui? “Pessoas que escolhes através de um público alvo”, é sempre esta opção que eu tenho.

(Milú) – Ah pois, é isso, é isso que eu tenho… Pois foi essa que eu pus também.

(Rui) – Eu tenho sempre esta opção. Porquê? Porque a minha página tem muito poucos fãs, tem só 5000 fãs, e esses fãs são todos orgânicos, vieram todos por interesse, por causa disto, por causa dos interesses. E então o que é que acontece? Eu posso chegar aqui, criar um público novo, hoje vou fazer essa experiência. Eu tenho aqui públicos já criados, ok? Os públicos do meu nicho são estes: ”mulheres empreendedoras”, ”Internet marketing” em Portugal e no Brasil, ”desenvolvimento pessoal” em Portugal e no Brasil, ”negócio” em Portugal, isto não interessa, ”dinheiro desenvolvimento pessoal” em Portugal e Brasil, e ”dinheiro rápido”. Isto são os meus nichos. Em cada um destes públicos eu criei-os por interesses.

Como é que funciona agora? Que eu já tenho estes públicos criados. Olha aqui. Para este público do “Negócio PT”, o Facebook diz que vai mostrar a 8500, com 7€, estás a ver?

(Milú) – Hm, hm… Estou a ver.

(Rui) – Ele faz isso baseado numa estimativa que se baseia naquilo que eu tenho aqui escrito.

(Milú) – Exato.

(Rui) – E aquilo que eu tenho na descrição, no feed não sei quê, ele presume que para estas pessoas, tem este tipo de alcance. É uma estimativa, não é verdade, mas é uma estimativa do Facebook, ok? Olha aqui se eu, agora vou mudar, se eu pusesse empreendedor, deixa cá ver como é que é para este nicho.  Passou de 8500 para 12000. Ou seja, este anúncio é muito mais interessante para as ”mulheres empreendedoras” do que para as pessoas do negócio em Portugal. Mais para este nicho do que para o outro. Depois eu posso experimentar se Internet marketers, se é interessante para os Internet marketers, ok? Olha aqui, baixou bué. Estás a ver? Em todo caso repara aqui, isto é… neste caso é ridículo, mas é um anúncio que fala sobre tráfego do blog, portanto será muito mais interessante para Internet marketers do que mulheres empreendedoras, estás a ver?

(Milú) – Sim.

(Rui) – Só que como eu não fiz isso com essa intenção, eu escrevi aqui qualquer coisa. Então falo de metas, falo de tráfego, falo de visitantes, falo de milhares de visitantes, visitantes diários, estás a ver? Visitantes, visitantes, visitantes, epá e o Facebook está cheio de visitantes que têm mais haver com mulheres empreendedoras, do que com Internet marketers. Estás a ver?

Então, como eu não pensei no assunto, eu escrevi isto de qualquer maneira e então realmente não estou a usar palavras para o nicho que interessa, estás a ver? Mas é só para dar um exemplo de como é que o Facebook nos diz, nos mostra qual é o público mais adequado para o nosso anúncio, ok?

Vamos ver aqui este de desenvolvimento pessoal. Olha aqui neste caso. Ok, já viram que ficou 7700. Este aqui ”dinheiro e desenvolvimento pessoal”, passou para 2700, não vale nada. ”Dinheiro rápido” passou para aqui 7900. Mas o melhor de todos, de acordo com a estimativa do Facebook, é ”mulheres empreendedoras”, a mostrar a 12000 pessoas. Ok, é este nicho que eu vou escolher promover. Já está, ok?

Isto é uma forma rápida de a gente poder ter uma estimativa do público melhor para este anúncio específico.

É óbvio como este anúncio, agora que serviu de exemplo, não foi feito para ser anunciado, então não tenho público nenhum criado com palavras relevantes, não é? Mas serve para mostrar como é que…

Agora imaginem que não tenho público nenhum, vou criar um público novo. Escolhes qual é o nome do público, não é? E o que as pessoas… Estás a ver? Pronto o próprio Facebook vai dando opções, a gente vai escolhendo as opções. Pomos um nome, guarda-se e ele fica guardado para podermos usá-lo no futuro.

(Milú) – Exato

(Rui) – Passado um bocadinho, fazemos isto por 3, 4, 5 vezes, acabas por ter aqui 4 ou 5 públicos diferentes, está feito. Então é um instante, sei lá, em meio minuto fazes um anúncio bastante bom para o teu público. Já definiste qual é o público que tu queres, qual é o nicho, escolhe-se aqui. Pois escolhe-se daqui, quando tiveres 4 ou 5 públicos diferentes, o próprio Facebook diz, para este anúncio, para estas palavras-chave, escrito desta forma, ele vai mostrar mais a determinado público.

(Milú) – Ó Rui, mas as palavras-chave são sempre as mesmas não são? Se tu puseres…

(Rui) – Não.

(Milú) – Não percebi.

(Rui) – As palavras-chave não são sempre as mesmas.

(Milú) – Tu mudas conforme o nicho, certo?

(Rui) – É assim, tem haver com o conteúdo que eu estou a dar. Vou-te dar aqui um exemplo… Este post que está aqui, se eu clicar aqui vai diretamente para um artigo, para uma certa parte do artigo, ok? Fala: “Ideia perigosa: nunca desistir”, ok? Depois fala de herói vítima, fala de herói, de herói, de herói, de herói, estás a ver aqui? Herói, ok? Então isto aqui obviamente vai atrair pessoas, dentro dos interesses que eu já defini, dos públicos que eu já tenho, vai apelar a determinadas pessoas que se identificam com este tipo de linguagem: super-homem, batman, herói… Estás a ver? Vai atrair essas pessoas, mas é dentro do meu público, percebes?

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(Milú) – Sim.

(Rui) – São as pessoas… imagina que estou no público das mulheres empreendedoras, imagina, não é? Não tem nada haver, mas imagina… o Facebook escolhe esse público como o público melhor, dos meus que já tenho aqui, dos que eu já tenho, não é? Então é um público que eu já defini, os interesses daquele grupo são aqueles, mas dentro desse público há pessoas a quem o Facebook vai mostrar mais ou menos, conforme as palavras que eu puser aqui. Estás a perceber?

(Milú) – Hm, hm…

(Rui) – Agora imagina que: é um gajo que naturalmente clica em coisas que têm haver com heróis, com banda desenhada, com o batman, com o super-homem, com essas coisas, mas pertence ao meu público presente de negócio. É um homem de negócios, é um empreendedor, então está dentro do meu público de negócios, mas à parte disso interage bastante com coisas que têm a haver com este tipo de banda desenhada, e com heróis, e com batman, e com super-homem… Então essa pessoa é o meu público ideal, com certeza essa pessoa vai clicar aqui e vai ler o meu artigo, estás a perceber?

(Milú) – Claro…

(Rui) – Essa pessoa continua a ser do meu nicho… percebes?

(Milú) – Pois, percebo, percebo.

(Rui) – Vou parar aqui a partilha. Essa pessoa continua a ser do meu nicho, porque eu escolhi as pessoas do meu nicho, aqueles públicos por interesses, neste caso… Por exemplo imagina: negócios em Portugal. Ok, então vivo em Portugal e interesso-me por empreendedorismo, por negócios, investimentos, empresas, empresários, desenvolvimento de negócios, dinheiro, o que for… gestão, recursos humanos… o que a gente entender que tem haver com o nosso segmento, não é?

Agora imagina que eu faço este anúncio e o Facebook me diz que o público melhor é o público de negócios em Portugal, daquela forma como vocês viram ali, eu promovo junto dessas pessoas. O que é que vai acontecer? Dentro deste nicho vai haver muita gente, porque o próprio Facebook me sugeriu esse público era o melhor, para haver muita gente que vai gostar e vai-se identificar com aquilo, ok? Ou seja as palavras chave que lá estão: batman, super-homem, heróis, super-heróis, tem perigo, ideia perigosa, não é? São palavras que são relevantes para estas pessoas, ok? Mas elas continuam a ser do meu nicho. Continuam a ser do meu nicho.

(Milú) – Então claro…

(Rui) – Continuam a ser daquele público por interesses, ok? Não é como eu agora falo… estou a falar do super-homem e vou fazer uma campanha de publicidade para a região de Leiria. Não tem haver com o nicho, tem haver com geografia, vou apanhar malta, fanáticos da banda desenhada, que não tem nada haver com o nicho. Não têm negócios, não têm que ter negócios, não querem saber disso para nada, mas adoram o super-homem. Então vou ter muitos cliques, vou ter muitas visualizações, mas depois as pessoas não fazem nada, não estão para isso, ok? Não é por interesses, é por fotografia… Agora vou fazer uma campanha destas, para as pessoas dos 18 aos 25 anos. Não interessa nada, a não ser que tenha também o interesse por Internet marketing, por blog, moda, sei lá, o que eu quiser, estás a perceber?

Então, é muito diferente nós termos um público que é representado por idades, ou por fotografia, estás a apanhar muitos tipos de interesses, ou quem… Posso fazer um anúncio dirigido aos homens de negócio de Portugal, homens e mulheres de negócios em Portugal, e nesse anúncio posso falar de cães e de gatos. Imagina que eu tenho no meu blog um artigo, e por acaso tenho um artigo que fala disso, diz lá que investir em comida de animais é das melhores formas de combater a depressão, ok? É uma boa forma de ter qualidade de vida, porquê? Porque não é dinheiro mal gasto, o dinheiro que a gente investe a dar comer ao animal, a tomar conta dele, podia ser um cão ou um gato, não é? Ele dá-nos qualidade de vida, não é? Dá-nos alegria, para quem gosta de animais. Então por acaso escrevi um artigo sobre isso, ok? Nos Estados Unidos gastam, penso que são 14 biliões de dólares em comida de animais, ok? E o artigo diz que isso não é realmente em comida de animais, é investimento feito em saúde mental. Que as pessoas fazem em saúde mental, para elas próprias. Então desenvolve um bocado esta ideia nesse artigo, ok?

Claro que se eu for promover esse artigo no Facebook, se vou fazer um post, falo de animais, falo de cães, falo sobre saúde mental, falo de investimento em comida para animais, se calhar ponho uma foto minha com a minha cadela, a Maia, qualquer coisa… isso vai apelar aos amantes dos animais, obviamente. Mas se eu faço um anúncio dirigido ao nicho dos negócios, porque eu tenho que dividir por interesses, vai apelar, dentro deste núcleo de interesses, aqueles que se interessam por animais. Mas continuam a ser pessoas do meu nicho, não deixam de ser do meu nicho por causa disso. Então a eficácia é muito grande, ok?

É muito grande a eficácia assim, porque vamos apanhar um nicho muito reduzido de gente, com um interesse muito elevado, é como se fosse um nicho dentro de um nicho.

Imagina: vamos fazer um anúncio para os homens de negócios que têm cães, ok? Por exemplo. Os gajos adoram cães, então veem uma foto com um cão e diz como é que eu ganho dinheiro com a minha Maia, com a minha cadela, e como é que ela me ajuda a ganhar dinheiro na Internet, sei lá… junto as duas… as duas ideias que eles são sensíveis, não é? Investimento, desenvolvimento pessoal, saúde mental, ganhar dinheiro e ter animais, não é? Imagina, pôr isto num contexto e apresentar às pessoas, estão a ver? E então conseguimos ser muito eficazes, porque temos o nosso nicho criado, temos os nossos públicos feitos, a gente constrói os nossos públicos baseados em interesses, depois seguem as indicações que a gente quiser.

Depois o que nós escrevemos… quando nós fazemos um anúncio dirigido àquele público, esse anúncio vai falar uma linguagem que algumas pessoas desse público percebem bem. Portanto continuam a ser pessoas do nosso nicho na mesma, apesar de nós podemos estar a falar também de outras coisas sem ser só de negócio, ok? Serviu… Não sei se serviu bem este exemplo para explicar o que queria dizer.

(Milú) – Perfeitamente, perfeitamente. Serviu perfeitamente.

(Rui) – Ok, então esta é uma das formas boas, muito boas, de gerar tráfego muito qualificado para o blog, por um preço muito baixo, ok? Vocês estão a começar muito bem, 4 cêntimos está fantástico para começar, mas ainda vai melhorar, não é? Vão ter ainda mais anúncios a 4 cêntimos e vão ter anúncios a 3, e a 2, e a 1, não é? Isso vai acontecer. Ok?

Alguma questão, pessoal? Alguma pergunta, algum comentário?

(Carlos) – Ás vezes é um bocadinho difícil é descobrir o… ter noção de qual é o… eu estou a falar por mim, não é? Qual é exatamente os interesses para determinar o assunto? É só por isso, mas isso é uma questão de pensar um pouco no assunto, não é? Por exemplo: se o teu nicho de mercado é o ganhar dinheiro, é assim um bocadinho relativo, não é? Porque abrange muito, toda a gente quer ganhar dinheiro, não é? Mas definir por exemplo quais são os tipos de pessoas com quem a gente quer falar? Não sei se me estou a fazer entender.

(Rui) – Ó Carlos eu vou te dar um exemplo. Isso é uma boa pergunta. Por exemplo: toda a gente quer ganhar dinheiro, não é? Mas se tu disseres assim, se puseres uma pergunta: “Queres ganhar dinheiro? Clica aqui” e a gente pensa: “Ok isto serve para toda a gente.” Porque toda a gente quer ganhar dinheiro. Na verdade não serve para toda a gente, serve só para aqueles que querem, têm o dinheiro como prioridade, e têm uma relação emocional com o dinheiro de uma certa forma.

Pessoas que têm uma relação emocional, por exemplo olham para aquilo e dizem assim: “Isto deve ser esquema, só pode ser esquema.” Ele quer ganhar dinheiro, mas olha para aquilo e ficou uma ideia. “Epá isto deve ser um esquema” e não clica. Outra pessoa olha para aquilo e diz assim… “Quer ganhar dinheiro. Clique aqui” “Sim quero ganhar dinheiro, o que é que estes gajos querem de mim?” Não é? É desconfiado, tem a sua própria psicologia. E depois tem outro que diz assim: “Eu quero ganhar dinheiro, mas não quero assim tanto.” Ok? “Eu quero é ter uma vida tranquila.” Ok? “Isso é o que eu quero.” Então não se interessa por isso. “Estou bem como estou.” Ok? Com certeza, porque se calhar é preciso fazer alguma coisa que a pessoa não quer fazer.

Então, apesar de, na realidade, a gente sabe que toda a gente quer ganhar dinheiro, na realidade toda a gente quer é ter uma vida melhor, não é? Do que aquilo que tem. Mas o que se passa na cabeça de cada um a gente não sabe, de forma nenhuma, ok?

E então o que é que nós fazemos?

Por isso é que existem os nichos. Os nichos são o quê? Os nichos são formas de sentir e formas de pensar com as quais nós nos podemos conectar, isso é que são os nichos. Então imagina: uma pessoa que é atleta, ele quer ganhar dinheiro, com certeza que sim, mas se calhar é capaz de pagar para treinar, e para jogar, porque ele adora jogar… Aliás os clubes amadores todos das aldeias, e não sei quê, a malta paga para jogar, ok? Não só não ganha salário, mas como ainda tem que pagar os treinos e pagar o próprio equipamento, e isso só dá despesa, não é? É como todos os hobbies.

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E então acontece que nem toda a gente tem a mesma perspetiva em relação às coisas, isto é que são os nichos. Então aquilo que eu vendo, imagina eu vendo um blog, eu quero vender um blog, eu posso falar com uma empresa ou com um empresário, e esse empresário pode pensar que o blog, a ideia que eu vou transmitir é que o blog é uma boa forma de ele interagir com pessoas e trazer clientes, ok? Mas se… Porque ele quer ganhar dinheiro, ok?

Mas se eu vou falar com um jornalista, o jornalista pode pensar que o blog é uma ótima forma de pôr as suas próprias opiniões na rua, porque ele trabalha para o jornal e o jornal não publica tudo aquilo que ele quer, nem da forma como ele quer. Então vai… tem a sua própria opinião, vai pô-la no blog. Quer ganhar dinheiro com isso? Se calhar isto não é prioridade, mas até pode ser, até pode ser interessante, não é?

Se eu for falar com uma pessoa que tem… sei lá, tem um hobby qualquer, gosta de… olha gosta de escrever, gostava de escrever um livro… vou-lhe vender um blog de uma forma completamente diferente.

Então a forma como a gente tem de comunicar, a linguagem que a gente usa, aquilo que a gente diz, e a forma de dizer, e o vocabulário é que tem haver… é que pode ou não ser mais adequado a determinado grupo de pessoas. Este grupo de pessoas…

Quando nós pensamos de forma comum, há grupos de pessoas que pensam mais ou menos como eu em relação a muitas coisas. Isso é um nicho, é a definição de nicho. Têm os mesmo interesses, têm os mesmos problemas, têm os mesmos gostos, procuram as mesmas coisas, isso é um nicho. Por isso é que há isso de nichos, é só por isso.

Como é que nós descobrimos o nosso nicho? Como é que a gente faz?

É muito simples, na realidade é muito simples. O que nós temos que fazer é um trabalho de introspeção, meditar um bocadinho, pensar sobre nós próprios, auto-avaliarmos, tentar perceber o que é que nós próprios queremos, e como é que nós podemos fazê-lo. “Ah eu quero muito ganhar dinheiro, sim. Mas eu não quero ganhar dinheiro a assaltar bancos, não é uma coisa que eu queira fazer.” Eu pessoalmente, mas pode haver pessoas que dizem assim: “Eh, não me importo nada de assaltar um banco para ganhar dinheiro.” Ok, é um nicho diferente do meu, apesar de termos o mesmo interesse: “quero ganhar o dinheiro”, não é?

E então, se tu fores falar com um assaltante de bancos, ou uma pessoa que quer roubar, não se importa de roubar para ganhar dinheiro, falas de uma certa forma. Se tu fores falar com uma pessoa que quer ter um blog para ganhar dinheiro falas de uma forma completamente diferente, apesar do objetivo poder ser semelhante, não é?

Tem tudo haver com forma como tu próprio sentes a tua vida, o que é que tu queres fazer, o que é que tu estás disposto a fazer, o que é que tu não estás disposto a fazer… é muito importante definir o que é que tu não queres, às vezes mais importante do que aquilo que tu queres. Ok, eu quero atingir este objetivo, mas eu não estou disposto a fazer isto, nem isto, nem isto, nem isto… ok? Isto é muito importante!

Por exemplo imagina… é tão importante que os artigos mais populares são aqueles que dizem: “Como conseguir este resultado sem ter que fazer aquilo.” Ok? São os artigos mais populares, porque as pessoas normalmente sabem aquilo que não querem fazer. “Como conseguir inscrever uma pessoa por dia, sem fazer um único telefonema.” Ok? A pessoa sabe o que não quer fazer, mas se tu souberes bem o que é que não queres fazer, fica muito fácil comunicares com pessoas que também não querem fazer aquilo, não é? “Como ganhar 1 milhão de euros, sem jogar na lotaria” Por exemplo. Porque eu não gosto de jogar na lotaria, não é? Eu não quero isso. Se for esse o caso, se for esse o caso.

Então para a definição do nosso nicho, nós chamamos muito o nicho natural, não é? São pessoas parecidas connosco. É preciso a gente meditar um bocadinho, respirar, relaxar, fazer um retiro, não é? Não quer dizer que fiques 8 dias de retiro, mas podes fazer um retiro de meia hora, uma hora, e pensar:

  • “O que é que eu quero da vida?
  • O que é que eu estou aqui a fazer?
  • Como é que eu quero atingir estes resultados?
  • A fazer o quê?
  • O é que eu não quero fazer?

Eu não estou disposto a fazer tudo o que existir para atingir um resultado. Eu não estou. Há coisa que eu não estou disposto a fazer. Há coisas que eu tenho que eu não estou disposto a abdicar em prole de um objetivo. Sei lá, por exemplo, sei lá… Tempo com a família. Eu não estou disposto a abdicar tempo com a família, por causa de vir ganhar 1 milhão de euros, por exemplo. Epá, mas se não abdicares do tempo, se não fores trabalhar 24h por dia  para o Dubai, não vais ganhar um milhão de euros. Ok, então não ganho 1 milhão de euros, não interessa. Ok? Só para dar um exemplo.

Isto é que é um nicho. É aquilo que as pessoas gostam, o que elas querem, os objetivos que têm, como é que o querem atingir, fazendo o quê, e o que é que não querem fazer para o atingir. E se tu pensares bem isto acerca de ti, tu de repente tens um retrato robô das pessoas parecidas contigo, e tu comunicas naturalmente bem com essas pessoas. Se tu te conectares contigo. 

A gente fala muito, o Miguel então fala nisso constantemente, não é? Conectar-se consigo mesmo. Do ponto de vista metafísico, a gente conecta-se connosco… O que é que é isso? “Vou-me conectar comigo.” O que é que é isso?

É esquecer… esquecer a minha escassez, ok? “Ah eu preciso de ganhar dinheiro! O que é que eu tenho de fazer para ganhar dinheiro?” E já me perdi no meio, pelo caminho… Porque eu de repente estou disposto a fazer tudo para ganhar dinheiro e começo a fazer coisas que estão contra a minha natureza. E claro, quanto mais coisas dessas eu faço, menos congruente eu sou, menos resultado tenho. Não é? E então se eu fizer coisas que eu não gosto, são contra a minha natureza, mas eu sinto que tenho que as fazer, “pá porque é a única forma que eu estou a ver de conseguir ganhar algum dinheiro”, ok? Sai tudo com muito esforço é tudo muito difícil. Até podes conseguir algum resultado, mas é com muito esforço, com muita dificuldade, porque tudo custa muito. Ok? Tudo é muito difícil, porque estás a ir contra a tua natureza, estás a fazer coisas que tu não queres fazer, que não estás disposto a fazer.

Então é importante, nós graças a Deus, temos a possibilidade, naquilo que nós fazemos, de nos dar ao luxo de podermos ser nós próprios.

Quando a gente diz tens que ser tu próprio, é o quê? É isto!

Tens que estar conectado contigo. O que é que tu queres da vida? O que é que tu queres realizar na vida? Qual é o teu propósito? Isto é uma descoberta que tu vais fazendo. O que é que tu estás disposto a fazer?

E normalmente é: o máximo, não é? Tudo o que for preciso, mas sem abdicar disto, sem abdicar de certas coisas e não fazer certas coisas, ok? Uma vez ouvi a Tracy Walker nos Estados Unidos a dizer uma coisa espetacular, fez uma intervenção inteira baseada nisto:

Não te vendas por preço nenhum.”

Ok? Este era o tema da conversa: “Não te vendas por preço nenhum!” Não há nada que te pague, tens um valor incalculável, tu não te vendes por dinheiro nenhum no mundo.

Quando nós temos um emprego que não gostamos, estamos a vender-nos ao patrão em troca de alguma coisa. Se esse emprego não é o que nós queremos fazer, estamos a fazer coisas que não nos promovem, não nos fazem melhores, não nos ajudam a atingir os nossos objetivos, nem o nosso propósito na vida, nós estamos a vender-nos. A vender a vida, a vender horas de vida, ou seja a vender a vida, não é?

A Tracy Walker dizia: “Pessoal, não se vendam por preço nenhum!”

Não interessa nada ganhares um milhão de euros, se ao final de ganhares um milhão de euros transformaste-te numa pessoa que não gostas de ser. Tu não gostavas de ser assim, tu gostavas de ser outra coisa. E no processo de ganhar um milhão de euros, transformaste-te em algo que não gostas, ok? Ó meu, é horrível. É horrível.

Eu gosto chamar este contexto, este facto, andar a escalar a montanha errada. A investir tempo, e dinheiro, e recursos, e esforço, e é tudo muito difícil, e é como escalar uma montanha, e quando conseguiste escalar, chegaste ao final, afinal percebeste que é a montanha errada, não era aquela que tu querias escalar. Gostarias de ter escalado outra, ok? Não era aquela.

Isto é muito mau, é uma coisa horrível.

Acho eu, imagino eu, por isso é que é importante nós estarmos conectados com aquilo que a gente quer da vida, sentir-nos em paz. Estar em paz com o que tu queres, com o teu propósito. O que é que tu estás aqui a fazer? Que valor tens para transmitir às pessoas?

E tens que saber bem: o que é que tu queres, o que é que tu não queres fazer, o que é que não estás disposto a abdicar. Estas coisas tu tens que saber. E vais conectar com pessoas que pensam da mesma maneira e que se sentem da mesma maneira, este é o nicho natural, ok?

Então imagina que nós vamos fazer anúncios, escolher os públicos por interesses, todos nós que estamos aqui, escolhemos precisamente os mesmos interesses, fazemos públicos iguaizinhos, exatamente iguais, quando nós vamos fazer um anúncio a performance desse anúncio vai ser completamente diferente, porque nós somos pessoas diferentes. E nós escrevemos coisas diferentes. E se nós pusermos, imagina que a gente até copia os anúncios: exatamente o mesmo texto, exatamente a mesma fotografia, tudo igual. Esse anúncio vai ter uma performance diferente, por causa do nosso histórico no Facebook. As pessoas de quem eu já sou amigo, as pessoas de quem são meus fãs, a forma como interajo com eles, a forma como eles interagem comigo, tudo isso.

O nosso histórico no Facebook vai determinar o resultado na ação que a gente está a fazer agora, imagina que a gente põe exatamente o mesmo artigo, o mesmo anúncio, exatamente ao mesmo público, estão a ver? A performance é completamente diferente, porque nós somos pessoas diferentes, por isso eu adoro o Facebook. O Facebook é uma das ferramentas mais incríveis que já aconteceu, porque faz com que não haja tráfego na concorrência, ok? Nós não podemos, mesmo querendo, a gente não consegue fazer concorrência uns aos outros, porque o Facebook arranja maneira de mostrar os nossos conteúdos a pessoas diferentes conforme interessa mais ou interessa menos a determinadas pessoas, estão a ver? É um espetáculo, ok?

Mas isto falando do nicho, ok? O nicho é assim, a gente tem que saber estas coisas, ok? E por isso é uma descoberta, nunca acaba isso. Nunca acaba de fazer esta descoberta, vamos sempre descobrindo, vamos refinando, vamos tendo mais clareza, não é?

E aquilo que, Carlos Barradas, o que estavas a dizer na realidade é o trabalho que todos nós, constante, nunca acaba. À medida que vamos avançando, vamos fazendo esse trabalho de introspeção e de conhecimento, vamos tendo mais clareza, mas nunca estamos claros em absoluto, não é? É sempre um caminho que se vai desvendando, não é? Deu para perceber, Carlos, a ideia?

(Carlos) – Sim, sim. Deu. Até me dói o braço de escrever, não é?

(Rui) – A gente diz que este é um processo de desenvolvimento pessoal, ok?

(Carlos) – É essa clareza que nós precisamos de ter, porque…

(Rui) – Claro!

(Carlos) – Muitas vezes andamos a escalar, como tu dizes e muito bem, andamos a escalar a montanha errada, não é? E depois chegamos à conclusão que houve ali um esforço, nem… pronto, estamos no sítio errado completamente e… e é triste ver assim pessoas a fazer isso, não é? Na vida. Quando o objetivo principal não é aquele. A pessoa quer ser feliz e arranja formas de se tornar infeliz, porque está a fazer aquilo que não gosta, está completamente fora da realidade.

(Rui) – Eu acho que nós todos aqui somos muito felizardos. Não acho, não acredito que haja muitas pessoas a terem a possibilidade que nós temos. A fazer aquilo que nós estamos aqui a fazer, é uma coisa inacreditável.Junta-te à Tribo - Compra o Kalatú

E então nós temos esta oportunidade, a nossa missão na verdade é descobrir o que é que nós estamos aqui a fazer, e comunicar isso da melhor forma possível para pôr lá fora. E fica fácil.

Qualquer coisa que a gente faça funciona, o dinheiro vem, não é? Eu digo-vos sinceramente, muito sinceramente: eu ganhei meio milhão de euros aqui. Eu não sei a fazer o quê. Para ser muito sincero eu não sei o que é que eu fiz, se me perguntarem assim: “Ah foi a fazer isto, foi a fazer aquilo…” Eu não sei! Apareceu, ok? Não sei bem como é que foi. E quando eu tento tentar perceber, e em tudo o que a gente está aqui a fazer hoje, e que temos estado a fazer sempre, é eu a tentar perceber o que é que aconteceu, como é que foi o processo.

Não é o que é que eu fiz, não é isso. É qual é o mindset por detrás das ações, ok? As ações não são duplicáveis, não é? Duas pessoas a fazer a mesma coisa, o resultado é sempre diferente. Portanto estas ações não interessam. Interessa é o mindset que está por trás, que provocou, produziu aquelas ações.

Isso é que é importante, não é? Eu nunca me esqueço de uma história muito interessante, que eu ouvi uma vez com o Wayne Dyer, uma história incrível e é assim:

“Havia um caminhante que ia a passear e viu uma velhinha que estava a beira da estrada… É muito pobre, muito mal vestida, andava a apanhar lenha, andava lá no meio do bosque. E a pessoa ia a passar na estrada, tipo caminhante, e viu aquela senhora. Ele esteve ali sentado um bocadinho a observá-la, ela andava a apanhar galhos… lenha, não é?

E aquela senhora encontrou uma pedra, levantou a pedra no ar e era um rubi, assim uma pedra preciosa gigantesca. O outro gajo, o outro que estava a observar, viu-a a apanhar a pedra daquele tamanho, ele percebia bem daquilo, e foi lá e disse:

–  Olhe, deixe-me ver essa pedra.

E a pedra era gigantesca, tinha um valor incalculável e ele disse-lhe:

– “Opá, tens aqui uma pedra que é um espetáculo, isto vale uma fortuna, tu acabaste de fica rica. Tu tens o dinheiro que tu quiseres e tens aquilo tudo que tu quiseres. Mas eu gostava eu de ter esta pedra, que eu nunca vi uma pedra assim. Eu sei muito disto, é a minha profissão, isto é uma coisa única e incrível, adoraria ter esta pedra. Será que tu me podias dar esta pedra?

E a mulherzinha pobre olhou para ele e disse:

– “Toma lá a pedra, leva lá isso!”

E o homem ficou todo contente e foi-se embora.

Passado um tempo, considerável, tipo semanas, o homem que tinha levado a pedra preciosa, voltou. E foi bater à porta da velhinha, não é? Encontrou a casinha dela lá no meio do bosque, e foi-lhe bater à porta, foi-lhe devolver a pedra. E quando a foi devolver disse: “Olha está aqui a pedra que tu me deste, eu não quero a pedra. Eu quero que tu me ensines aquilo que tu és, que fez com que tu me desses essa pedra. Eu quero que tu me ensines isso.”

Ou seja, como é que é a pessoa por detrás do resultado. Como é que é a pessoa que está por detrás do resultado. Porque a gente viu o resultado, a gente vê a acção, às vezes vemos um bocadinho do processo, mas a gente não conhece a pessoa que está por trás.

Então a gente não pode copiar um líder, ok? A gente pode ver coisas e aprender com eles, com certeza, vemos como é que fazem, tiramos conclusões, tomamos notas, será que isto é assim, será que isto é assado, mas isto tu vais aprender com o líder ou vais aprender com o mentor, tu tens que integrar isso no teu próprio processo. Isso é uma coisa muito pessoal. Aquilo que eu ouço alguém dizer, o Carlos Barradas entende de uma forma e encaixa isso no processo dele de uma maneira, eu encaixo de outra, o Miguel noutra, o Toni e a Milú outra, não é? Podes encaixar no nosso próprio processo.

Por isso é que serve um mentor. É para nos dar: dados, informação, expandir a mente, fazer ver as coisas de outra forma… para nós encaixarmos essa informação, esse sentimento, essa informação no nosso próprio processo.

Não é para outra coisa, ok? A gente não se está a transformar na outra pessoa, mas vamos transformar numa outra pessoa diferente daquilo que nós somos agora. E isso é que é a parte importante.

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E quando a gente faz isso e estamos conectados dessa forma, a dedicação é fácil, os resultados são fáceis, porque a gente comunica de forma fácil, com um nicho muito específico, que nos entende. É fácil fazer isso, não é difícil. E as ações que nós temos que fazer, como são coisas que nós gostamos, ok?

Eu quero… eu tenho este objetivo, eu quero atingir aquele objetivo fazendo estas coisas, que fazem sentido para mim. E então tudo bate certo, é tudo fácil.

Um jogador de futebol, não se queixa por ir treinar, porque ele se for por ele, ele treinava dia e noite. Ele adora aquilo, ele adora jogar à bola, não é?

Um músico não se queixa de tocar, não é? Eu vi lá num dia destes, vi o Bob Dylan em Las Vegas, ok? Há 3 meses atrás. Fui ver um concerto do Bob Dylan com a malta da Empower. Aquele homem tem 70 e tal anos, dá 200 concertos por ano. Vocês acham que aquilo para ele é trabalho? Não é trabalho nenhum. Por ele, ele estava todo dia em cima do palco. Levantava-se de manhã, ia para o palco e tocava, parava para almoçar, ia para o palco e tocava, sempre a vida toda, é aquilo que ele gosta de fazer. Não é trabalho. Como é que uma pessoa podia fazer, fosse mais de 60 anos podia fazer 200 concertos por ano, se isso fosse penoso e difícil para ele? Não é! É um modo de vida, se ele não adora-se aquilo, ele não o fazia. Não é porque precisava do dinheiro, ele não precisa de dinheiro. A sala onde nós o vimos, uma sala que leva 3000 pessoas, enche 2 vezes por dia. Consegues imaginar? 2 vezes por dia aquilo está cheio, com 3000 pessoas de cada vez. E o gajo está ali 2 horinhas ou 3, um concerto de uma hora e pouco, duas vezes por dia. Estão a ver?

Então não é nada difícil quando nós fazemos as coisas que nos completam, as coisas que nos fazem sentir bem, que nos fazem sentir completos…

A palavra é precisamente essa. Faz-me sentir completo, fazer determinadas coisas e essas coisas foram encaixadas num contexto que nos produz dinheiro, ok?

Não é só fazer o que a gente gosta, é ter um modelo que monetize isso, e nós temos. É uma coisa incrível e única, ninguém tem isto, ok? São muito poucas as pessoas felizardas para terem este tipo de coisa que a gente tem aqui.

Por isso é que isto é tão interessante, não é? E pronto pessoal, alguma pergunta? Se tiverem para pôr, ou se tiverem algum comentário, entretanto temos que ir almoçar.

(Miguel) – Ó Rui. Estão-me a ouvir? Sim. Gostava só de fazer um comentário muito rápido daquilo que foi dito à bocadinho. O Carlos estava a falar de subirmos a montanha errada e… como alguns de vocês sabem, a área do acompanhamento de doentes terminais é um dos temas que eu domino. E acompanhar pessoas no fim de vida é uma experiência profundamente enriquecedora, e aí preparamos a nós mesmos, fazemos o caminho de nos prepararmos para a nossa condição de mortais, é um caminho também muito interessante.

E numa das coisas que a vida e que esse caminho me ensinou é que a pior coisa… o pior sofrimento para alguém que está a chegar ao final da vida, não é não ter ganho mais dinheiro, não é não ter comprado isto ou aquilo, ou ter estado mais tempo no escritório, ou ter trabalhado mais… o maior sofrimento que vi e é uma coisa que se estuda neste tema, é… e eu constatei-o de facto com pessoas em fim de vida, o maior sofrimento… e mais, pessoas com grande sofrimento físico, mas o maior sofrimento não é o físico, não é nada do que eu falei, é o sofrimento da pessoa não ter feito aquilo que acha que devia ter feito.

E isto para dizer, colmatar aquilo que o Carlos estava a falar e reforçar aquilo que o Rui disse que é: nós de facto, quando nós paramos, e parece que damos 10 passos atrás, e que andamos durante meses a andar para trás, mas se esses passos para trás forem para nós acertarmos na montanha que estamos a subir, para mim vale tudo.

Porque faz a diferença, nós quando um dia tivermos a chegar ao fim, quando a pilha se estiver a acabar, olharmos para trás e dizermos: “Olha, valeu a pena.”

Era só isto que queria acrescentar. E muito grato Rui por tudo aquilo que estamos a fazer.

(Rui) – Ok pessoal. Então há mais algum comentário, se não houver, alguma pergunta? Ok, então vamos almoçar e amanhã a gente está aqui outra vez, para continuarmos o nosso trabalhinho, ok? Está fixe?

(António) – Está.

(Miguel) – Espetáculo. Obrigado.

(Milú) – Obrigada.

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