Ser Mãe VS Ter um Emprego

Quem já sentiu que depois de ser mãe não queria voltar ao “emprego”, pelo menos não no mesmo formato?

Lembro-me do misto de sentimentos que tive quando me ligaram a dizer: Gostamos de ti, ficaste com o emprego! Um ano depois de ser mãe tinha finalmente “arranjado um emprego”!

Estava feliz por ter sido valorizada, por terem apostado em mim para um projeto maravilhoso… e estava em pânico por ter de deixar o meu filho de 12 meses numa creche o dia todo, quando eu sabia que ele mamava sempre que queria e durante aquele ano eu sempre estive com ele para o que fosse necessário!

Os três primeiros meses foram duros, muito duros para mim.

Fazia um trajeto de quase uma hora para o trabalho e quase outra hora para casa, deixava o meu filho  por volta das 8 da manhã e ia buscá-lo por volta das 7 da noite.

O primeiro dia de trabalho tinha um nó tão grande na garganta que tive de me forçar a comer alguma coisa. Perdi peso, o esforço para me concentrar era atroz, sentia o leite a aumentar e sabia que seria uma determinada hora em que o meu filho pedia o seu leitinho por gestos.

Não tive dúvidas que era assim, porque foi assim que me avisaram que seria… “que no início é sempre difícil, mas que tudo passa e faz parte do crescimento dos nossos filhos.”

Mas lá no fundo, sabia que havia alguma coisa que não estava bem nisto tudo.

Acomodei-me, os dias foram passando, os meses também, e o desconforto eventualmente também passou. Estava a gostar do que fazia no trabalho, por vezes sentia-me bem, por outras frustrada, coisas típicas do dia-a-dia.

Os finais de dia eram o caos… depois de apanhar trânsito, ou de correr para apanhar o comboio, tinha finalmente o meu tesouro comigo.

Chegar a casa às 19h30, dar o banho, cozinhar, dar o jantar…e… e mais nada?? Pô-lo a dormir? Já?? Sim, aconchegá-lo na cama, dar o último leitinho e vê-lo adormecer! Trrrriiiim toca a acordar e é um novo dia e tudo recomeça.

Será que só eu sinto, aqui no fundo, que há algo que não está certo? Será que só eu acredito que a vida pode ser muito melhor do que esta rotina doida?

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Passados quase dois anos, este sentimento superou a minha capacidade de levar a vida para a frente sem uma mudança.

E mudei!

Deixei o “emprego”… lancei-me às minhas ideias (ainda fracas) de negócio… sem saber bem por onde começar… mas obtive o que achava certo, o que estava compatível com o que o meu coração gritava!

Passei a levar o meu filho à creche às 9h e a ir buscá-lo às 15h, a ir com ele ao parque depois da escola e a fazer piqueniques debaixo do escorrega.

Chegar a casa calmamente e brincar às escondidas antes do banho, cozinharmos juntos o jantar, receber o papá do trabalho e construirmos juntos um foguetão de lego… tudo isto fazia parte dos meus sonhos e finalmente estava a ser realidade!

Criei o meu projeto Cukuru onde ajudo outros pais com as escolhas de Babywearing e ensino a usarem o Programa Baby Signs com os seus bebés. Faço com que os meus horários sejam compatíveis com os horários familiares. Trabalho de forma intensiva e produtiva em todos os minutos que não estou com o meu filho.

Mas durante alguns meses foram ainda sem rumo certo. Financeiramente estava cheia de falhas, o suporte familiar foi o que me valeu. Apesar de não estar satisfeita com as contas ao final do mês e ainda precisar de ajuda familiar, continuava feliz!

Enquanto isto, continuei a procurar soluções… encontrei algumas mas não eram o meu foco… e finalmente encontrei as ferramentas certas para mim.

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Eu precisava de crescer, de me tornar “a melhor versão de mim” e saber o que fazer com o meu negócio!

E encontrei isso no Sistema de Marketing da Tribo e na Empower Network.

Hoje, além de ter na minha mente de forma bem clara o rumo que quero dar à minha vida profissional e pessoal, sei exatamente onde quero chegar e, melhor, é que sei como lá chegar… agora é só uma questão de tempo e de trabalho!

Estou a aprender novas ferramentas, estou a crescer e a seguir a minha intuição. Os meus pais e o meu marido são os meus maiores apoiantes e sou grata por eles acreditarem em mim e nos meus projetos.

E cá estou,  a lutar para ter o melhor dos dois mundos: ter todo o tempo do mundo para a minha família e realizar-me profissional e financeiramente.

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Porque não me parece justo ter de escolher entre como eu quero ser mãe vs ter um emprego!

Qual a tua opinião? Partilha comigo as tuas ideias e experiências 🙂

ser mae

 

Um feliz dia a todos!

Por: Sabla D’Oliveira

 

 

 


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